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PRF suspende parcerias com PF e Ministérios Públicos para combater crime organizado

Medida atende portaria do Ministério da Justiça e gera preocupação entre autoridades

02/03/2025 às 10h44 Atualizada em 04/03/2025 às 09h14
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou a suspensão das parcerias com a Polícia Federal e os Ministérios Públicos estaduais em ações conjuntas contra o crime organizado. A decisão, segundo a corporação, tem como objetivo atender a uma portaria do Ministério da Justiça, publicada em dezembro de 2024, que estabelece novas regras para colaboração entre órgãos do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

Com a suspensão, policiais rodoviários que atuavam em parceria com os Grupos de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaecos), Ministérios Públicos estaduais e a Polícia Federal deverão retornar aos seus postos de origem. A PRF informou que a medida é temporária e ocorre dentro do prazo de 90 dias estipulado pela portaria para adequação dos convênios.

Em nota divulgada na última quinta-feira (27), a PRF ressaltou que a suspensão visa garantir segurança jurídica aos policiais envolvidos nas operações. Nos próximos 30 dias, a PRF, a PF e técnicos do Ministério da Justiça trabalharão para corrigir eventuais falhas e revalidar as parcerias estratégicas. "É preciso reavaliar a forma de atuação cooperada da PRF em todo o Brasil para adequar, dentro desse prazo, todos os Acordos de Cooperação Técnica (ACT)", afirmou o diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira.

A medida gerou reação de entidades envolvidas no combate ao crime organizado. O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que representa os Gaecos, expressou "perplexidade e preocupação" com a decisão. O Ministério Público de São Paulo também criticou a medida, afirmando que a suspensão temporária da parceria pode comprometer a segurança da população paulista.

Apesar das críticas, a PRF e a PF garantiram, em nota conjunta divulgada na última sexta-feira (28), que a cooperação entre as duas instituições é permanente e fundamental para o enfrentamento ao crime organizado. Na próxima semana, as corporações realizarão uma reunião para alinhar estratégias e discutir a atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), seguindo as diretrizes do Ministério da Justiça e respeitando os limites constitucionais de cada instituição.

 

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