
O governo Lula perde o tempero e o Centrão já ensaia a última refeição
A mais recente pesquisa Genial/Quaest serviu um prato indigesto para o governo Lula. A queda na popularidade do presidente azedou o apetite do Centrão por cargos e minou qualquer vestígio de gula ministerial. Se antes os partidos do bloco fisiológico estavam famintos por espaço, agora encaram os gabinetes do Planalto como um restaurante prestes a fechar as portas por falência.
Siglas como PP, Republicanos e União Brasil, que já eram divididas entre apoio e oposição, agora têm alas inteiras debatendo o desembarque. Na cozinha do governo, fala-se em uma gestão que passou meses na UTI e que agora dá sinais de morte cerebral. Nos bastidores, aliados murmuram que já se discute o protocolo do óbito, enquanto petistas criticam a apatia e a falta de tempero político para reagir.
O cardápio do Centrão mudou. Onde antes se devoravam cargos com voracidade, agora há apenas um empurrar de prato, um desconforto de quem sente que o governo perdeu o sabor e a consistência. Até os aliados mais próximos reconhecem que o Planalto já não tem ingredientes para recuperar o gosto do eleitorado.
Enquanto Lula tenta servir pratos requentados, como uma agenda de viagens e anúncios semanais, os líderes do Centrão estipulam um prazo curto para que os números voltem a subir. Caso contrário, a debandada em bloco pode sair dos bastidores e se tornar um banquete público de despedida. Afinal, ninguém quer ser o último a sair de um jantar onde a conta sempre sobra para os que ficam.
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