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Petrobras fecha 2024 com queda de 70% no lucro e prejuízo no quarto trimestre

Desvalorização cambial e provisões operacionais impactaram o resultado, levando a estatal a fechar o último trimestre com prejuízo de R$ 17 bilhões e uma queda expressiva no lucro anual

27/02/2025 às 07h09 Atualizada em 28/02/2025 às 07h31
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A Petrobras encerrou o quarto trimestre de 2024 com um prejuízo líquido de R$ 17 bilhões, revertendo o lucro de R$ 31,04 bilhões registrado no mesmo período de 2023. Apesar do resultado negativo no trimestre, a companhia fechou o ano com um lucro acumulado de R$ 36,6 bilhões, marcando o sexto ano consecutivo de saldo positivo, embora com uma queda expressiva de 70,6% em relação ao ano anterior.

O desempenho do trimestre foi impactado por fatores não recorrentes, como a desvalorização cambial e o aumento nas provisões de despesas operacionais, que foram parcialmente compensados por menores gastos com imposto de renda e contribuição social. Excluindo esses efeitos extraordinários, a estatal teria registrado um lucro de R$ 17,7 bilhões no período. A receita de vendas da empresa caiu 9,7% no trimestre, totalizando R$ 121,27 bilhões, ante R$ 134,26 bilhões no quarto trimestre de 2023.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também sofreu queda de 38,7% no trimestre, ficando em R$ 40,97 bilhões, contra R$ 66,85 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2024, a receita da Petrobras caiu 4,1%, somando R$ 490,83 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 18,2%, para R$ 214,42 bilhões.

Em mensagem que acompanhou a divulgação dos resultados, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que as variações contábeis, especialmente cambiais, foram determinantes para o resultado do trimestre, sem impacto direto no caixa da companhia. Ela reforçou que a Petrobras cumpriu suas metas de produção de óleo e gás em 2024 e destacou o compromisso com a reposição de reservas, incluindo explorações na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas.

A estatal também ampliou investimentos, que somaram US$ 5,73 bilhões no quarto trimestre, um aumento de 61,1% na comparação anual. Os principais aportes foram direcionados à produção no Campo de Búzios e demais projetos do pré-sal. Apesar disso, o endividamento líquido da companhia cresceu 18,1% no trimestre, chegando a US$ 52,24 bilhões, elevando a alavancagem financeira para 1,29 vez o Ebitda ajustado, frente a 0,85 vez ao fim de 2023.

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