
A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, dobrou sua base de assinantes no Brasil em 2024, alcançando 326,8 mil clientes. O crescimento de 145,8% em relação a 2023 consolidou a empresa como a maior operadora de conexão via satélite no país, ultrapassando a Hughesnet. Apesar do avanço, a Starlink ocupa a 15ª posição no ranking geral de acessos à internet, que conta com 52 milhões de pontos de banda larga. O setor é liderado pela Claro, com 19,7% do mercado, seguida por Vivo (14,1%) e Oi (8,4%).
O crescimento da empresa foi registrado em todas as regiões do Brasil. No Sul, os acessos aumentaram 172,9% após doações de antenas durante enchentes no primeiro semestre de 2024. Já no Norte, onde operadoras tradicionais enfrentam dificuldades em áreas remotas, a Starlink chegou a 105,2 mil acessos. No Sudeste, a empresa cresceu 152,5% em um ano, atingindo 96 mil clientes, impulsionada por descontos de até 50% em seus pacotes.
Apesar da expansão acelerada, a Starlink enfrentou desafios legais no Brasil. Em agosto de 2024, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas bancárias da empresa devido à falta de resposta de um representante do X/Twitter sobre multas pendentes. No mesmo mês, a rede social foi bloqueada no Brasil, mas retomou as operações dias depois.
O avanço da Starlink reflete a crescente demanda por internet de alta velocidade em regiões remotas, mas também expõe os desafios regulatórios enfrentados por empresas estrangeiras no país. A expectativa é que a companhia continue expandindo sua presença no Brasil, apesar das barreiras legais e da forte concorrência no setor de telecomunicações.
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