
O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), anunciou nesta terça-feira (18) a proibição temporária da abertura de novas valas pela concessionária Águas de Teresina. A medida, segundo ele, se deve à má recomposição das vias após intervenções da empresa, que estariam causando transtornos e riscos à população.
A decisão foi comunicada durante coletiva de imprensa no Palácio da Cidade, com a presença de vereadores, secretários municipais e do presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete).
De acordo com Sílvio Mendes, a Prefeitura já havia tentado resolver a questão de forma amigável, mas a concessionária não cumpriu os acordos.
“A partir de hoje, a Prefeitura proíbe qualquer abertura de novas valas até que sejam recompostas todas as valas mal feitas e mal preenchidas. Não podemos permitir que pedestres e motoristas continuem correndo riscos por causa desse problema”, afirmou o prefeito.
Além da suspensão das obras, Mendes também solicitou a revisão das taxas cobradas pela empresa pelo serviço de esgotamento sanitário. Ele destacou que há uma desproporcionalidade nos valores e que a Águas de Teresina não estaria cumprindo as cláusulas contratuais da concessão, assinada em 2017.
“Pedimos a revisão dos valores cobrados pela ligação dos imóveis à rede de esgoto, pois há diferenças de preço conforme a distância. Também solicitamos a reavaliação da taxa mensal de esgoto, que deveria ter sido revisada em 2021 e não foi. A empresa não tem cumprido suas metas contratuais, e estamos exigindo que a lei seja respeitada”, declarou Mendes.
Até o momento da publicação desta matéria, a Águas de Teresina não se manifestou sobre a decisão da Prefeitura. O espaço segue aberto para que a empresa apresente sua versão dos fatos.
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