
A deputada federal Rosângela Moro (União Brasil-SP) afirmou que votará a favor da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, a parlamentar classificou as penas aplicadas como "desproporcionais" e destacou que os julgamentos não têm individualizado corretamente as responsabilidades dos envolvidos. Além disso, criticou a falta de transparência nos gastos da primeira-dama, Rosângela Silva, a Janja, e defendeu mudanças na Lei de Acesso à Informação para garantir a prestação de contas dessas despesas.
Rosângela também comentou a movimentação da direita para as eleições de 2026. Segundo ela, a oposição precisa estar unida em torno de um nome forte para evitar a reeleição de Lula ou a vitória de outro candidato do PT. A parlamentar vê a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro como um fator determinante para o cenário político e defende que essa questão seja resolvida antes do prazo de desincompatibilização, para que a direita não fique sem um nome competitivo na disputa.
A deputada, que em 2024 disputou a Prefeitura de Curitiba como vice na chapa de Ney Leprevost (União Brasil), reconheceu que sua candidatura foi um "erro de estratégia" do partido. No entanto, afirmou que pretende seguir na política pelo Paraná e que ainda avalia se concorrerá à reeleição na Câmara ou a outro cargo. Ela destacou que sua mudança de domicílio eleitoral ocorreu por razões familiares e reforçou seu compromisso com pautas sociais no estado, como o apoio a hospitais filantrópicos.
Entre suas ações mais recentes no Congresso, Rosângela Moro protocolou um projeto de lei para ampliar a transparência sobre os gastos da primeira-dama. Segundo a deputada, a ausência de um cargo oficial para Janja não deve ser um argumento para impedir a fiscalização do uso de recursos públicos. "O Planalto sentiu a movimentação e começou a divulgar a agenda da primeira-dama, mas isso ainda é insuficiente. Queremos saber os custos e como o dinheiro público está sendo empregado", declarou.
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