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Bolsonaro promete priorizar “Liberdade de Cuba” caso retorne à presidência

Ex-presidente afirma que atuaria em parceria com Donald Trump e Javier Milei, reforça oposição a regimes de esquerda e busca reverter inelegibilidade para 2026

14/02/2025 às 07h15 Atualizada em 16/02/2025 às 18h51
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem gereda por Inteligencia Artificial
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou na última quinta-feira (13), na rede social X, que, caso volte ao cargo, fará da “liberdade do povo cubano” uma prioridade de sua política externa. Segundo ele, essa iniciativa será conduzida em parceria com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o atual presidente da Argentina, Javier Milei.

Bolsonaro destacou que, durante seu governo, suspendeu financiamentos para governos que considera “ditaduras”, mencionando o bloqueio de investimentos em Cuba e o fim do programa Mais Médicos, que trouxe profissionais cubanos ao Brasil. A declaração reforça sua posição contrária a regimes de esquerda e sua intenção de estreitar laços com governos conservadores.

Essa não é a primeira promessa de Bolsonaro para um eventual retorno ao Planalto. Na semana anterior (6), em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, ele defendeu a instalação de uma base militar dos EUA na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, com o objetivo de combater o terrorismo.

Atualmente, Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não poderá concorrer nas eleições de 2026. No entanto, aliados tentam reverter essa decisão por meio de um projeto de lei do deputado Bibo Nunes (PL-RS), que reduz o período de inelegibilidade de 8 para 2 anos. Se aprovado, Bolsonaro poderia disputar novamente a Presidência já em 2026.

Além das questões eleitorais e da política externa, Bolsonaro também defendeu, como propostas para um futuro mandato, a saída do Brasil de organizações internacionais como o Brics e a Organização Mundial da Saúde (OMS), alinhando-se às recentes decisões dos governos dos EUA e da Argentina.

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