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Coincidência? STF libera perfis bloqueados antes de inspeção da CIDH

Delegação de direitos humanos visitará o Brasil para apurar denúncias de censura e restrições digitais

09/02/2025 às 12h02 Atualizada em 18/02/2025 às 07h49
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para desbloquear, na sexta-feira (7), as redes sociais do influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, outras contas bloqueadas há anos começaram a ser reativadas. No sábado (8), a conta no X do empresário Luciano Hang, bloqueada desde 2020, voltou ao ar, assim como os perfis do jornalista Guilherme Fiuza e do influenciador Bernardo Küster, ambos alvos do Inquérito das Fake News conduzido pelo ministro.

A coincidência gerou desconfiança entre internautas, que sugeriram tratar-se de uma estratégia para encobrir casos de censura por parte do Judiciário. O advogado Paulo Faria, que defende o ex-deputado Daniel Silveira, ironizou a liberação das contas. “Moraes acha que somos tolos, burros e tapados. As redes ‘liberadas’ por ele, às vésperas da visita da CIDH, não foi por acaso ou bondade: trata-se de estratégia para ‘limpar a barra’ e legitimar a censura, com certificação padrão CIDH”, escreveu nas redes sociais. Silveira foi preso novamente por ordem de Moraes em dezembro de 2024.

A visita da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) ao Brasil incluirá Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. A delegação pretende ouvir autoridades dos Três Poderes, membros do Ministério Público, organizações de direitos humanos, jornalistas e representantes de plataformas digitais. Segundo a organização, o objetivo é compreender diferentes perspectivas sobre a liberdade de expressão, incluindo restrições no ambiente digital.

No ano passado, a CIDH cancelou uma reunião com parlamentares brasileiros que viajaram aos Estados Unidos para denunciar casos de censura no país. O encontro foi desmarcado após o governo Lula convidar o relator especial para liberdade de expressão da CIDH para uma visita oficial ao Brasil. Os parlamentares pretendiam apresentar denúncias sobre bloqueios de contas em redes sociais, afetando políticos, influenciadores e jornalistas.

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