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Escândalo das emendas: A rede de extorsão armada que abalou o Maranhão

Deputados federais são investigados por esquema criminoso de desvio de verbas públicas com ameaças a prefeitos

09/02/2025 às 09h19 Atualizada em 09/02/2025 às 09h42
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações G1
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Pastor :Gil, Josimar Maranhãozinho e Bosco Costa citados no relatório da PF - Foto: Reprodução
Pastor :Gil, Josimar Maranhãozinho e Bosco Costa citados no relatório da PF - Foto: Reprodução

Uma denúncia chocante ganhou repercussão nacional após uma reportagem do G1 revelar um esquema criminoso de extorsão e desvio de recursos públicos, envolvendo nomes de peso da política maranhense. A investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) aponta que deputados federais ameaçavam prefeitos com homens armados para garantir o retorno de parte das emendas parlamentares destinadas à saúde.

Quem são os políticos investigados?

Segundo o relatório da PF, o esquema era liderado pelo deputado Josimar Maranhãozinho (PL/MA) e contava com a participação de Pastor Gil (PL/MA) e Bosco Costa (PL/SE). A estrutura criminosa envolvia lobistas e até um agiota, Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como "Pacovan", figura conhecida no submundo da corrupção no Estado.

Como funcionava o esquema?

O grupo operava da seguinte forma: os deputados federais obtinham empréstimos com o agiota e, para quitar suas dívidas, destinavam emendas parlamentares para a cidade de São José de Ribamar (MA). Quando os repasses federais chegavam à prefeitura, os parlamentares pressionavam o gestor municipal a devolver até 25% do valor, usando ameaças e coação armada.

Print mostra irritação de agiota com prefeito que teria denunciado o esquema de extorsão das emendas - Foto: Reprodução

O caso veio à tona após o ex-prefeito Eudes Sampaio, de São José de Ribamar, se recusar a pagar o "pedágio" exigido pelo grupo. Ele denunciou a prática criminosa em 2020 e relatou ameaças diretas a ele e sua família.

Valores e impactos da investigação

A Polícia Federal identificou três emendas envolvidas no esquema, somando R$ 6,7 milhões, dos quais R$ 1,6 milhão teria sido exigido como propina.

A gravidade da denúncia levou a Justiça Federal a determinar a prisão do agiota Pacovan e de outros membros da organização criminosa, mas os deputados continuam em liberdade devido ao foro privilegiado. O caso já está no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, e será analisado no próximo dia 25.

Qual o papel de cada deputado?

Josimar Maranhãozinho – Apontado como chefe da organização, comandava a destinação das emendas e coordenava as ameaças armadas aos prefeitos.

Pastor Gil – Além de beneficiar-se do esquema, negociava diretamente com prefeitos para garantir a devolução do dinheiro.

Bosco Costa – Facilitava o desvio das emendas e atuava como intermediário entre lobistas e o grupo criminoso.

O que dizem os parlamentares?

Diante das acusações, Josimar Maranhãozinho se recusou a se manifestar. As assessorias de Pastor Gil e Bosco Costa também optaram pelo silêncio.

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) agora depende da decisão do STF. Se aceita, os três parlamentares se tornarão réus e poderão enfrentar penas severas por corrupção e extorsão.

A pergunta que fica é: quem mais está envolvido nessa teia criminosa? E qual será o desfecho desse escândalo que mancha ainda mais a política brasileira, em especial a maranhense?

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