
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal conhecida por impulsionar projetos de infraestrutura em diversas regiões do Brasil, está novamente no centro de uma polêmica. Acusada pela Controladoria-Geral da União (CGU) de superfaturar mais de R$ 7,3 milhões em contratos, a Codevasf agora enfrenta novas denúncias de irregularidades em obras no estado de Goiás, totalizando quase R$ 30 milhões.
Superfaturamento em obras: Um padrão repetitivo
De acordo com a CGU, as obras supervisionadas pela Codevasf em Goiás, bem como em outros nove Estados, têm sido marcadas por irregularidades. O relatório recente aponta que em pelo menos 60% dos contratos revisados foram encontradas práticas que resultaram em custos excessivos e má execução dos projetos. No Maranhão, por exemplo, foi identificado que a espessura da camada asfáltica das obras era significativamente menor do que a prevista em contrato, resultando em pavimentos de baixa durabilidade e desperdício de dinheiro público.
Goiás: obras de R$ 30 milhões em xeque
No Estado de Goiás, as suspeitas de superfaturamento recaem sobre seis obras que somam R$ 30 milhões, incluindo pavimentação asfáltica em Aparecida de Goiânia, Luziânia, Padre Bernardo e Americano do Brasil, além da construção de duas pontes em Flores de Goiás. As investigações da CGU indicam que essas obras podem estar seguindo o mesmo padrão de outras irregularidades já descobertas, com sobrepreços e falhas estruturais.
Controle falho e descaso com a qualidade
O relatório da CGU aponta não apenas para o superfaturamento, mas também para falhas graves no controle de qualidade das obras. Em diversos casos, a Codevasf aceitou as construções mesmo diante de evidentes inconsistências, como espessuras irregulares do asfalto e o uso de materiais de qualidade duvidosa. A falta de rigor técnico e de infraestrutura adequada para fiscalização são destacados como fatores que contribuíram para o problema.
Uma nova fase de investigações
Com a revelação dessas novas denúncias, a Codevasf se encontra sob um escrutínio ainda mais intenso. A estatal alega que os contratos sob investigação foram firmados entre 2019 e 2020, e que desde então, tem aprimorado seus processos de fiscalização. No entanto, as evidências apontadas pela CGU sugerem que os problemas estão longe de serem resolvidos, e que a gestão dos recursos públicos pela empresa precisa de uma revisão profunda.
As obras em Goiás e em outros Estados continuam sendo alvo de monitoramento, e a CGU recomenda que a Codevasf adote medidas imediatas para corrigir as falhas, incluindo a contratação de terceiros especializados para supervisionar a qualidade das obras. O futuro da estatal, que já foi uma peça fundamental no desenvolvimento de regiões carentes do Brasil, agora depende de como ela responderá a essas acusações e se conseguirá reverter a crise de confiança que paira sobre suas operações.
PESQUISA ELEITORAL Bolsa Família deixa de ser unanimidade e acende sinal de alerta para Lula
JAIR BOLSONARO Flávio acusa Moraes de tentar interferir nas eleições após suspensão de visitas a Bolsonaro
PESQUISA VERITÁ Ciro Nogueira amplia vantagem e lidera corrida pelo Senado no Piauí, aponta pesquisa Mín. 21° Máx. 37°