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Petrobras inicia produção na maior plataforma do Brasil e avança em novos projetos

Produção na FPSO Almirante Tamandaré deve começar nos próximos dias, enquanto empresa avança na exploração da Margem Equatorial e lida com decisões da ANP sobre campos no pré-sal

28/01/2025 às 09h47
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A Petrobras (PETR3; PETR4) pode começar já na próxima semana a produção da plataforma FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. O anúncio foi feito por Sylvia dos Anjos, diretora de Exploração e Produção da empresa, durante um evento no Rio de Janeiro. A plataforma tem capacidade para produzir até 225 mil barris de petróleo por dia (bpd) e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.

Prevista inicialmente para operar no final de 2024 ou início de 2025, a FPSO Almirante Tamandaré foi construída em um estaleiro na China e chegou ao Brasil no ano passado. Ela será a sexta unidade em operação no campo de Búzios, somando-se às FPSOs P-74, P-75, P-76, P-77 e Almirante Barroso. Segundo Sylvia, a produção será ampliada gradualmente até atingir a capacidade total. “É a maior plataforma do Brasil e da América Latina”, destacou a executiva.

Outro tema abordado no evento foi a exploração de novas fronteiras de óleo e gás, com destaque para a Margem Equatorial, que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá. A Petrobras aguarda uma resposta do Ibama sobre um pedido de reconsideração para explorar a Bacia da Foz do Rio Amazonas, no litoral do Amapá, após ter enfrentado resistência devido a questões socioambientais. Sylvia afirmou que a empresa tem trabalhado para atender às exigências, incluindo a construção de uma unidade de despetrolização em Oiapoque.

Além disso, a executiva reforçou a importância estratégica da Margem Equatorial para a futura oferta de petróleo no Brasil. Segundo ela, sem a exploração dessa região, o país pode enfrentar o risco de voltar a ser importador de petróleo em uma década. “Estamos aguardando essa licença há dez anos, mas seguimos confiantes de que é possível operar com segurança e respeito ao meio ambiente”, afirmou.

Paralelamente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a unificação dos campos de Berbigão e Sururu, no pré-sal da Bacia de Santos, após revisão dos planos de desenvolvimento da Petrobras. A decisão aumenta a alíquota de Participação Especial do campo unificado, retroativa ao início da produção. A estatal, que opera o ativo com 42,5% de participação, informou que avaliará os impactos financeiros da medida e as possíveis ações cabíveis.

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