
O Plano Nacional de Ferrovias, com lançamento oficial previsto para fevereiro, já desperta o interesse de investidores. Cerca de 20 grupos empresariais têm reuniões marcadas com técnicos do governo nos próximos dias para discutir os projetos previstos. As conversas acontecerão em um escritório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em São Paulo, e envolvem grandes players nacionais e internacionais do setor de transporte e infraestrutura.
O plano prevê cinco projetos que totalizam cinco mil quilômetros de novos trilhos e demandam investimentos de aproximadamente R$ 100 bilhões. Para atrair o interesse da iniciativa privada, o governo se compromete a assumir de 20% a 30% dos custos, dependendo da complexidade de cada empreendimento. Esses recursos serão viabilizados por acordos de renegociação de concessões, como os já firmados com a Rumo, a MRS Logística e a Vale, que se comprometeu a pagar até R$ 17 bilhões pela extensão de contratos.
Entre os interessados no pipeline de projetos estão gigantes como CCR, MRS Logística e Rumo, além de empresas internacionais como a suíça Mediterranean Shipping Company (MSC) e a Concremat, controlada por investidores chineses. Os técnicos do governo reconhecem que há um longo caminho entre as negociações iniciais e a efetiva participação nos leilões, mas o interesse demonstrado é visto como positivo, considerando a complexidade dos projetos.
Os detalhes finais do plano ainda estão sendo discutidos pela Casa Civil e pelo Ministério da Fazenda e já foram apresentados ao presidente Lula. A expectativa é de que o anúncio oficial fortaleça a logística ferroviária do país, ampliando a capacidade de transporte de cargas e promovendo maior eficiência econômica.
Confira os projetos previstos:
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