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Brasileira que denunciou agressões na África do Sul reaparece em estado de choque e com lesões graves

Caroline Amanda foi encontrada consciente, mas com sinais evidentes de violência; caso mobiliza autoridades brasileiras e sul-africanas

26/01/2025 às 13h08
Por: Douglas Ferreira
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Caroline Amanda foi discriminada após choque cultural relacionado ao seu trabalho como terapeuta sexual - Foto: Reprodução
Caroline Amanda foi discriminada após choque cultural relacionado ao seu trabalho como terapeuta sexual - Foto: Reprodução

O desaparecimento de Caroline Amanda, brasileira residente na África do Sul, chocou o continente africano e repercutiu no Brasil. Após pedir socorro em uma live no Instagram, onde denunciava ser vítima de agressões físicas e sexuais, Caroline foi localizada neste sábado (25).

Ela foi encontrada consciente, porém visivelmente abalada, com hematomas nos braços e mãos, além da perna esquerda imobilizada. Segundo relatos, Caroline estava emocionalmente devastada e sob forte ameaça, o que dificultou sua localização.

Ameaças e agressões:
Caroline relatou que as agressões e ameaças estavam relacionadas ao trabalho que desempenha no país. Consultora em saúde e educação sexual, ela atua há seis anos promovendo o bem-estar íntimo e sexual de mulheres negras através da comunidade “Yoni das Pretas”. Seu trabalho, que confronta tabus e desigualdades sociais, pode ter despertado reações adversas, colocando-a em uma posição de vulnerabilidade.

Na live, Caroline pediu ajuda enquanto estava em um shopping em Rivônia, Johannesburgo, antes de a transmissão ser interrompida. O relato foi posteriormente compartilhado pela cantora Nara Couto, que revelou que Caroline estava machucada, com a perna quebrada e sob ameaça de morte.

Resgate e assistência:
A embaixada brasileira na África do Sul, mobilizada pelo Itamaraty, está fornecendo suporte à Caroline. Equipes de resgate locais e um representante da embaixada estão organizando sua transferência para um hospital e planejando seu retorno ao Brasil com urgência. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também acompanha o caso de perto, tratando a situação como prioritária.

De volta ao Brasil?
Caroline, que é natural de Minas Gerais, ainda não decidiu se retornará ao Brasil após receber alta médica. Apesar das adversidades enfrentadas, sua dedicação à causa das mulheres negras e à saúde sexual continua sendo a marca de sua trajetória.

O impacto do caso:
O desaparecimento de Caroline expõe não apenas os riscos enfrentados por mulheres que defendem direitos em contextos adversos, mas também a necessidade de reforçar a proteção a brasileiras no exterior. A gravidade da situação evidencia o impacto social do trabalho de Caroline, ao mesmo tempo em que ressalta os desafios que ainda existem na luta contra a violência de gênero e as desigualdades globais.

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