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Sobrevivente de envenenamento coletivo em Parnaíba retorna à UTI em estado grave

Maria Jocilene da Silva, de 41 anos, apresentou sintomas após visitar a casa onde ocorreu o crime que vitimou cinco familiares em Parnaíba; hipótese de nova intoxicação levanta preocupação

23/01/2025 às 11h34
Por: Douglas Ferreira
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Maria Jocilene, 41, anos levada para a UTI do Heda, em Parnaíba - Foto: Reprodução
Maria Jocilene, 41, anos levada para a UTI do Heda, em Parnaíba - Foto: Reprodução

Maria Jocilene da Silva, de 41 anos, está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba, desde a manhã desta quarta-feira (22). A mulher, sobrevivente de um envenenamento coletivo ocorrido em janeiro, apresentou novos sintomas após visitar a casa onde o crime aconteceu, levantando a hipótese de uma nova exposição à substância tóxica.

Nova emergência de saúde
Socorrida pelo SAMU, Maria Jocilene foi levada às pressas ao hospital, onde seu quadro de saúde inspirou cuidados imediatos. Apesar de ainda não haver confirmação oficial sobre o diagnóstico, a hipótese de um novo envenenamento preocupa a equipe médica. A assessoria do HEDA divulgou um boletim informando que a paciente está em estado delicado, sob monitoramento intensivo.

O trauma coletivo
Maria Jocilene é uma das quatro sobreviventes de um crime que abalou Parnaíba no início de 2025. No dia 8 de janeiro, Francisco de Assis Pereira da Costa, de 53 anos, foi preso sob suspeita de envenenar nove membros de sua própria família durante uma celebração de Ano Novo. O ato resultou na morte de cinco pessoas, incluindo três crianças e um adolescente. A última vítima fatal foi Maria Gabriele Fonteneles Lopes Silva, de apenas quatro anos, que não resistiu e faleceu no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) na terça-feira (21).

Investigação em curso
Segundo o delegado Abimael Silva, responsável pelo caso, o suspeito confessou um histórico de desentendimentos graves com os familiares, o que teria motivado o ataque. A volta de Maria Jocilene à casa onde ocorreu o envenenamento reabriu feridas emocionais e trouxe suspeitas de que resíduos do veneno poderiam ainda estar presentes no local.

Questões em aberto
O que teria causado a nova crise de saúde em Maria Jocilene? Teria sido uma recaída pelos efeitos prolongados do primeiro envenenamento ou uma nova intoxicação ao retornar ao cenário do crime? Enquanto essas perguntas permanecem sem resposta, o caso segue mobilizando a opinião pública e reforçando a importância de investigações detalhadas sobre crimes dessa natureza.

O estado de saúde de Maria Jocilene e as circunstâncias de seu agravamento continuarão sendo monitorados, trazendo à tona a fragilidade dos sobreviventes e o impacto duradouro dessa tragédia familiar.

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