
O TikTok ganhou mais 75 dias de trégua nos Estados Unidos após uma ordem executiva assinada pelo recém-empossado presidente Donald Trump. A medida, divulgada na noite de segunda-feira (20), adia o cumprimento do possível banimento da rede social, inicialmente previsto para o fim de semana anterior.
A situação do TikTok se agravou quando a Suprema Corte validou, em 17 de janeiro, uma lei que exige que a ByteDance, controladora chinesa da plataforma, venda sua operação nos Estados Unidos ou encerre suas atividades no país. A lei, aprovada em abril de 2024 durante a gestão de Joe Biden, foi alvo de contestação judicial pela ByteDance, sob o argumento de inconstitucionalidade. Contudo, o recurso foi negado, e o bloqueio temporário da rede chegou a ser efetivado no último domingo (19).
Com a ordem executiva de Trump, a ByteDance ganhou mais tempo para negociar uma solução. O presidente justificou a decisão como uma tentativa de proteger a segurança nacional sem prejudicar os milhões de americanos que utilizam a plataforma. Segundo o documento oficial, a pausa permitirá que o governo “determine o caminho apropriado a ser seguido de forma ordenada”.
Durante seu primeiro mandato, Trump havia liderado esforços para banir o TikTok, alegando preocupações com o possível compartilhamento de dados de cidadãos americanos com o governo chinês — alegação negada pela ByteDance. Agora, no entanto, o presidente parece adotar uma postura mais conciliatória. Questionado sobre a mudança, ele respondeu com simplicidade: “porque eu tenho que usá-lo”.
Uma das soluções cogitadas pelo governo é a criação de uma joint venture que transferiria 50% do controle do TikTok para uma organização americana, mantendo a plataforma ativa no país. Enquanto isso, a ByteDance já sinaliza interesse em uma aproximação. No último fim de semana, quando o bloqueio foi suspenso, uma mensagem na plataforma agradecia: “como resultado dos esforços do presidente Trump, o TikTok está de volta aos EUA”.
Com 170 milhões de usuários nos Estados Unidos, o futuro do TikTok ainda é incerto, mas o prazo adicional dá margem para negociações entre a ByteDance e o governo americano. Os próximos dias serão decisivos para definir o destino da rede social no país.
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