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Morre Léo Batista, ícone do jornalismo esportivo brasileiro, aos 92 anos

Com mais de 70 anos de carreira, Léo Batista foi pioneiro na cobertura esportiva e marcou gerações com sua voz inconfundível e paixão pelo jornalismo

19/01/2025 às 15h56 Atualizada em 21/01/2025 às 11h31
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O jornalista, apresentador e locutor Léo Batista, um dos maiores nomes da história do jornalismo esportivo no Brasil, faleceu neste domingo (19), aos 92 anos. Ele estava internado desde o dia 6 de janeiro no Hospital Rios D’Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro para tratar de um tumor no pâncreas. Com mais de 70 anos de carreira, Léo marcou gerações com sua voz inconfundível e seu trabalho dedicado ao rádio e à televisão.

Nascido João Baptista Belinaso Neto, em Cordeirópolis, interior de São Paulo, Léo iniciou sua trajetória ainda jovem como locutor de alto-falantes. Depois de uma passagem por rádios do interior paulista, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1952, onde começou a trabalhar na Rádio Globo. Foi nessa época que adotou o nome artístico que o acompanharia por toda a vida, escolhido em um concurso entre colegas.

Um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi a cobertura, em primeira mão, da morte de Getúlio Vargas, em 1954. Na ocasião, Léo estava de plantão na Rádio Globo e deu a notícia do suicídio do presidente com sua voz firme e precisa, consolidando sua reputação como um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Em 1970, Léo Batista ingressou na TV Globo, onde permaneceu por mais de 50 anos. Foi um dos pioneiros na cobertura esportiva da emissora e ajudou a criar programas icônicos como o Globo Esporte e o Esporte Espetacular. Sua narração característica no quadro “Gols do Fantástico” tornou-se um marco para os amantes do futebol. Mesmo nos últimos anos, Léo continuava ativo, participando de programas e quadros especiais.

Viúvo e sempre descrito como uma figura carismática e acessível, Léo Batista deixa um legado inestimável para o jornalismo esportivo e a televisão brasileira. Sua contribuição é lembrada não apenas pelo profissionalismo, mas também pelo carinho com que tratava colegas e fãs.

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