
O preço médio do gigabyte consumido da internet móvel no Brasil aumentou 13,2% entre o terceiro trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024, de acordo com o relatório “Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações”, divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O valor passou de R$ 5,18 para R$ 5,87. No mesmo intervalo, o consumo médio por usuário caiu 2,7%, reduzindo de 5,63 GB para 5,48 GB mensais.
A metodologia da Anatel baseia-se nos dados efetivamente utilizados pelos consumidores, desconsiderando os volumes contratados nos planos. Ou seja, o cálculo considera apenas o que foi consumido, como, por exemplo, 8 GB usados de um plano de 10 GB. Esse modelo, aliado à queda no consumo, impacta o valor médio do gigabyte consumido, mesmo que os preços dos planos permaneçam inalterados.
Além disso, o relatório aponta que os consumidores estão gastando mais com internet móvel. A receita média por usuário, que reflete o quanto as operadoras recebem por cliente, alcançou R$ 31,11 no terceiro trimestre de 2024, o maior valor registrado nos últimos cinco relatórios da Anatel. No segmento pré-pago, o valor médio se manteve estável em R$ 11,73, enquanto no pós-pago houve crescimento, atingindo R$ 49,93.
A análise regional do relatório revela variações significativas no custo por gigabyte consumido. O estado com o preço mais alto é o Piauí, onde cada GB custa R$ 8,85. Na outra ponta, a Paraíba apresenta o menor custo, com R$ 4,44 por GB. O Distrito Federal lidera em receita média por usuário, com R$ 41,11 por cliente, enquanto o Ceará registra o menor valor, de R$ 21,25.
No segmento de banda larga fixa, o cenário é diferente. O consumo médio de dados aumentou 2,1% no último ano, passando de 318 GB para 325 GB por usuário. Essa alta no consumo contribuiu para uma redução de 1,5% no preço médio do gigabyte, que caiu de R$ 0,31 para R$ 0,30, demonstrando uma tendência de maior acessibilidade nesse segmento.
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