
O preço médio dos novos contratos de aluguel residencial no Brasil registrou alta anual de 13,5% em 2024, quase o triplo da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 4,83%. Descontada a inflação, o aumento real foi de 8,67%.
Paula Reis, economista do DataZAP, atribui o aumento ao bom desempenho do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor índice desde 2012. “Com mais pessoas empregadas e com renda, a demanda por imóveis cresce, o que impulsiona os preços dos aluguéis”, explicou a especialista.
Destaque para Teresina e outras capitais
Entre as capitais monitoradas, Teresina (PI) também registrou aumento no preço médio do aluguel. A capital piauiense segue a tendência nacional de alta impulsionada pela procura maior em um mercado de locação aquecido. No ranking geral, Salvador (BA) lidera com alta de 33,07%, seguida por Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), que tiveram aumentos de 26,55%, 26,33% e 16,17%, respectivamente.
Por outro lado, Maceió (AL) foi a única capital a apresentar aumento inferior à inflação, com uma variação de apenas 3,35%.
Valor médio do aluguel
O preço médio dos novos contratos de aluguel em dezembro foi de R$ 48,12/m². Para um apartamento de 50 metros quadrados, isso significa um custo mensal de aproximadamente R$ 2.406, cerca de R$ 279,50 a mais que no ano anterior. Teresina, com um valor competitivo em relação a outras capitais nordestinas, mantém-se atrativa para moradores, embora siga a tendência de aumento registrada em todo o país.
Cidades mais caras e mais acessíveis
Barueri (SP) lidera o ranking de municípios com aluguéis mais caros, com um preço médio de R$ 65,41/m², o que representa R$ 3.270,50 para um apartamento de 50 m². Entre as capitais, São Paulo ocupa o primeiro lugar, com R$ 57,59/m², seguida por Florianópolis (SC) e Recife (PE). Na outra ponta, Pelotas (RS) tem o metro quadrado mais barato, a R$ 18,61.
Perspectivas para 2025
Especialistas indicam que o cenário de alta deve continuar em 2025, devido ao crédito imobiliário caro, que dificulta a compra de imóveis, e às expectativas positivas para o mercado de trabalho. Em cidades como Teresina, a tendência é de que a procura por aluguel permaneça alta, principalmente em áreas com boa infraestrutura e fácil acesso a serviços, mantendo o mercado aquecido.
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