
O caos no sistema de transporte público de Teresina, legado pela gestão do ex-prefeito José Pessoa Leal, o Dr. Pessoa, ultrapassa as falhas nos serviços de transporte de passageiros. O abandono do patrimônio público é evidente, especialmente nas paradas de ônibus, que deveriam oferecer segurança e conforto à população, mas hoje são símbolos do descaso e da negligência.
Furto e vandalismo
As paradas climatizadas, antes vistas como um avanço para o transporte público, foram completamente sucateadas. Sem sistemas de ar-condicionado e com vidros temperados furtados ou vandalizados, transformaram-se em carcaças abandonadas. O quadro não é melhor para as paradas tradicionais de concreto armado, que também se encontram em estado crítico, muitas com risco iminente de desabamento.
Um exemplo gritante é a parada localizada na avenida União, na zona Norte da capital. Há pelo menos dois meses, a estrutura está prestes a desabar, sem que nenhuma ação preventiva tenha sido tomada. Apesar de denúncias feitas por lideranças comunitárias e moradores locais, a situação permanece ignorada pela SAAD Centro/Norte, responsável pela manutenção da área.
Risco iminente
O perigo não é imaginário. Moradores relatam que a destruição da parada foi causada por uma carreta a serviço de um depósito da Coca-Cola, agravando ainda mais a negligência da gestão municipal. Hoje, a estrutura representa uma tragédia anunciada: nenhuma sinalização alerta para o risco, e quem passa por ali depende da sorte para evitar um acidente.
E em caso de fatalidade?
A pergunta que ecoa entre os moradores é: quem será responsabilizado caso ocorra uma fatalidade? A gestão municipal se cala diante das denúncias, mas a negligência está evidente. Se alguém morrer sob os escombros dessa estrutura, o peso da tragédia não recairá apenas sobre os destroços da parada, mas também sobre a omissão das autoridades que ignoraram todos os alertas.
Conclusão
Essa situação, que afeta diretamente a vida de quem depende do transporte público, não é apenas um reflexo da má gestão passada, mas um lembrete da urgência em se reverter o estado de abandono e devolver a dignidade ao sistema público de Teresina. A pergunta que resta é: até quando o cidadão terá que esperar para ser ouvido?
Isso representa também o grande desafio que o superintendente da Strans, engenheiro Carlos Daniel e o prefeito Dr. Sílvio Mendes devem enfrentar para colocar a casa em ordem e oferecer um transporte público razoável aos munícipes.





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