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Quarta vítima de envenenamento em Parnaíba morre após ingerir baião de dois

Francisca Maria da Silva, de 32 anos, faleceu no Hospital Dirceu Arcoverde após ser internada com sintomas graves de intoxicação. Ela é a quarta vítima fatal da mesma família, que consumiu o prato envenenado com terbufós

07/01/2025 às 10h33 Atualizada em 09/01/2025 às 11h11
Por: Wagner Albuquerque
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Em 2024, dois filhos de Francisca Maria também morreram por envenenamento - Foto: Reprodução
Em 2024, dois filhos de Francisca Maria também morreram por envenenamento - Foto: Reprodução

Francisca Maria da Silva, de 32 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (7) no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba, após ser vítima de um envenenamento coletivo na sua família. Ela foi a quarta a falecer depois de ingerir baião de dois envenenado com uma substância semelhante ao “chumbinho”. O caso envolveu nove pessoas da mesma família, e além de Francisca, outras três morreram em decorrência da intoxicação.

A filha de 4 anos de Francisca permanece internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), enquanto outras quatro vítimas já receberam alta. No total, cinco filhos de Francisca estavam envolvidos no envenenamento, e quatro deles não sobreviveram. Esse trágico episódio segue uma sequência de eventos que já havia atingido a família anteriormente. Em agosto de 2024, dois filhos de Francisca morreram após ingerirem cajus envenenados.

A investigação da Polícia Civil, que já prendeu a suspeita do primeiro envenenamento, está apurando a possível conexão entre os dois casos. A mulher foi denunciada por duplo homicídio qualificado. O envenenamento mais recente ocorreu no dia 1º de janeiro, após a ingestão do baião de dois. As vítimas apresentaram sintomas de intoxicação e, ao todo, quatro delas não resistiram: Miguel dos Santos, de 18 anos, Igno Davi da Silva, de 1 ano e 8 meses, Maria Lauane, de 3 anos, e Francisca.

Inicialmente, a polícia cogitou que o envenenamento pudesse ter sido causado por peixes doados à família, mas exames posteriores descartaram essa hipótese. O laudo pericial, divulgado pelo Instituto de Medicina Legal (IML), confirmou que a substância responsável pelas mortes foi o terbufós, um veneno altamente tóxico usado como inseticida, encontrado exclusivamente no baião de dois consumido pelas vítimas. A Polícia Civil está tratando o caso como homicídio qualificado.

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