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Soldado israelense deixa o Brasil após denúncia sem provas de genocídio em Gaza

Yuval Vagdani, acusado pela Fundação Hind Rajab de crimes de guerra, sai do país com apoio da embaixada de Israel, enquanto críticas à credibilidade da denúncia e tensões diplomáticas ganham destaque

06/01/2025 às 09h40
Por: Douglas Ferreira
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Yuval Vagdani conseguiu deixar o Brasil com o apoio da embaixada israelense com destino à Argentina - Foto: Reprodução
Yuval Vagdani conseguiu deixar o Brasil com o apoio da embaixada israelense com destino à Argentina - Foto: Reprodução

O soldado israelense Yuval Vagdani, de 21 anos, deixou o Brasil no domingo (5), após ser alvo de uma ordem judicial no Distrito Federal. A denúncia, movida pela Fundação Hind Rajab (HRF), acusa o militar de “genocídio” e crimes de guerra cometidos na Faixa de Gaza.

Quem é a Fundação Hind Rajab (HRF)?

A HRF é uma organização acusada por críticos, como a StandWithUs Brasil, de manter ligações ideológicas com grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah. Seus líderes, Dyab Abou Jahjah e Karim Hassoun, são conhecidos por declarações polêmicas, incluindo negação do Holocausto e apoio aberto ao Hamas.

Conexão com Israel e Brasil

Durante sua estada, Vagdani estava de férias na Bahia. A embaixada de Israel em Brasília monitorou sua saída do país, prestando apoio diplomático. A Justiça Federal determinou uma investigação preliminar, mas sem emitir mandado de prisão.

Polêmica e defesa israelense

O governo israelense reagiu à acusação, defendendo o direito de Israel de se proteger após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Israel também acusou a HRF de manipular sistemas legais para promover narrativas anti-Israel.

Falta de provas

A StandWithUs Brasil e o Ministério Público Federal (MPF) destacaram que as evidências apresentadas contra Vagdani são frágeis e não sustentam as acusações. O caso gerou tensões diplomáticas e reacendeu o debate sobre o uso do sistema judiciário em disputas internacionais.

O soldado deixou o Brasil pelo aeroporto de Salvador e seguiu para a Argentina, encerrando, por ora, o episódio que envolveu acusações graves e críticas à atuação de entidades ligadas a grupos terroristas.

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