
O soldado israelense Yuval Vagdani, de 21 anos, deixou o Brasil no domingo (5), após ser alvo de uma ordem judicial no Distrito Federal. A denúncia, movida pela Fundação Hind Rajab (HRF), acusa o militar de “genocídio” e crimes de guerra cometidos na Faixa de Gaza.
A HRF é uma organização acusada por críticos, como a StandWithUs Brasil, de manter ligações ideológicas com grupos terroristas como o Hamas e o Hezbollah. Seus líderes, Dyab Abou Jahjah e Karim Hassoun, são conhecidos por declarações polêmicas, incluindo negação do Holocausto e apoio aberto ao Hamas.
Durante sua estada, Vagdani estava de férias na Bahia. A embaixada de Israel em Brasília monitorou sua saída do país, prestando apoio diplomático. A Justiça Federal determinou uma investigação preliminar, mas sem emitir mandado de prisão.
O governo israelense reagiu à acusação, defendendo o direito de Israel de se proteger após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Israel também acusou a HRF de manipular sistemas legais para promover narrativas anti-Israel.
A StandWithUs Brasil e o Ministério Público Federal (MPF) destacaram que as evidências apresentadas contra Vagdani são frágeis e não sustentam as acusações. O caso gerou tensões diplomáticas e reacendeu o debate sobre o uso do sistema judiciário em disputas internacionais.
O soldado deixou o Brasil pelo aeroporto de Salvador e seguiu para a Argentina, encerrando, por ora, o episódio que envolveu acusações graves e críticas à atuação de entidades ligadas a grupos terroristas.
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