
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou os gastos ocultos no cartão corporativo nos dois primeiros anos de seu governo, conforme levantamento feito pelo jornal O Globo. Entre janeiro de 2023 e outubro de 2024, a Presidência da República desembolsou R$ 38,3 milhões em despesas sigilosas. Esse aumento nos gastos ocorre no mesmo período em que foram adotados sigilos de 100 anos sobre as informações, prática que também havia sido utilizada na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Apesar de, durante a campanha de 2022, Lula ter criticado duramente os sigilos impostos por Bolsonaro, o petista ainda não cumpriu sua promessa de acabar com a prática. Em 2023, o presidente anunciou a intenção de encerrar os sigilos de longa duração, mas até agora a medida não foi implementada. A situação gerou críticas sobre a continuidade de uma prática considerada opaca e controversa no governo federal.
O levantamento, realizado entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024, se baseou em pedidos feitos à Lei de Acesso à Informação. De acordo com a pesquisa, a Presidência da República manteve gastos sigilosos, destacando a discreta utilização do cartão corporativo, que foi utilizado para custear despesas sem a devida transparência.
Em 2022, durante um debate presidencial, Lula criticou o ex-presidente Bolsonaro pela adoção dos sigilos, dizendo que, se as informações fossem boas, não haveria necessidade de ocultá-las. A crítica, entretanto, não se refletiu nas ações de seu governo até o momento, com a continuidade dos sigilos de longa duração sobre os gastos públicos.
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