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Estudo aponta aumento de 25% na população em situação de rua no Brasil

Estudo revela aumento na população em situação de rua, com destaque para a Região Sudeste e o Estado de São Paulo, que concentra 43% do total nacional

05/01/2025 às 10h29
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O número de pessoas vivendo em situação de rua no Brasil cresceu cerca de 25% no último ano, de acordo com um estudo do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da UFMG. Em dezembro de 2023, o levantamento contabilizou 261.653 pessoas nessa condição. Já em 2024, o número subiu para 327.925, um aumento significativo comparado aos 22.922 registrados há 11 anos. Além disso, 70% dessas pessoas não completaram o ensino fundamental e 11% vivem em condição de analfabetismo.

A maior concentração está na Região Sudeste, que abriga 204.714 pessoas em situação de rua, representando 63% do total nacional. O Nordeste é a segunda região com maior número, somando 47.419 pessoas (14%). O Estado de São Paulo lidera entre os estados, com 139.799 pessoas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 30.801, e Minas Gerais, com 30.244.

Diante desse cenário, o Estado de São Paulo destinou cerca de R$ 156 milhões, do total de R$ 240 milhões do Fundo Estadual de Assistência Social, para serviços de Proteção Social Especial em 2024. Esses recursos são aplicados em iniciativas de média e alta complexidade, como albergues e serviços de acolhimento, que tentam minimizar os impactos dessa crise social.

O estudo utilizou dados do Cadastro Único de Programas Sociais para mapear a vulnerabilidade social da população em situação de rua. Essa base de dados, que abrange programas como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada, é essencial para direcionar os repasses do governo federal aos municípios e planejar políticas públicas de assistência.

Robson César Correia de Mendonça, representante do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, defendeu que a reforma de prédios ociosos pode ser uma solução eficiente. “Com 588 mil prédios vazios em São Paulo e 90 mil pessoas vivendo nas ruas, a transformação desses imóveis em habitações seria uma alternativa mais econômica e eficaz do que albergues e outras medidas emergenciais”, afirmou Mendonça, destacando a necessidade de soluções estruturais para enfrentar o problema.

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