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Política SPVAT SEPULTADO

Lula cede à pressão do Congresso e sanciona lei que enterra o DPVAT: Seguro não será cobrado em 2025

Presidente enfrenta derrota política ao revogar retorno do seguro obrigatório de veículos. Medida foi derrubada como parte do pacote fiscal para conter gastos públicos

31/12/2024 às 11h22
Por: Douglas Ferreira
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Governo ressuscita e Congresso sepulta de vez o DPVAT - Foto: Reprodução
Governo ressuscita e Congresso sepulta de vez o DPVAT - Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou mais uma derrota política ao sancionar, a contragosto, a lei que impede o retorno do antigo seguro obrigatório de veículos, o DPVAT, agora renomeado como SPVAT. A decisão ocorre em meio a debates sobre cortes de gastos e resistência popular contra novas cobranças.

Por que Lula queria o DPVAT de volta?

Originalmente extinto em 2019, no governo de Jair Bolsonaro, o DPVAT era uma importante fonte de recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e programas de assistência social, gerando R$ 4,6 bilhões em arrecadação apenas no último ano de vigência plena, 2018. Com a proposta de retorno do tributo, o governo esperava financiar os impactos causados por acidentes de trânsito e aliviar a pressão sobre o orçamento da saúde pública.

No entanto, a tentativa encontrou forte resistência. Governadores e lideranças estaduais anunciaram que não implementariam a cobrança em seus territórios, esvaziando o potencial de arrecadação. O Congresso reagiu rapidamente, derrubando a medida como parte do pacote fiscal voltado ao controle de despesas e ajustes nas contas públicas.

Impactos e quem ganha com o fim do SPVAT

A suspensão do SPVAT representa um alívio para motoristas, que não precisarão arcar com mais uma cobrança anual. Em 2018, o seguro variava entre R$ 16,21 para carros e até R$ 84,58 para motos, valores que seriam corrigidos em 2025. No entanto, a medida impõe desafios à gestão pública, especialmente no financiamento de atendimentos médicos e indenizações relacionadas a acidentes de trânsito.

Enquanto os motoristas comemoram o fim da cobrança, o governo precisará buscar novas fontes de financiamento para suprir a ausência dos recursos que seriam destinados ao SUS e à Previdência.

O pacote fiscal e os próximos desafios do governo

O cancelamento do SPVAT faz parte de um pacote mais amplo de contenção de gastos sancionado por Lula. O projeto aprovado pelo Congresso inclui mecanismos para travar aumentos automáticos em benefícios fiscais e gastos com pessoal, além de permitir o uso de saldos de fundos nacionais para abater a dívida pública.

Entre as medidas destacam-se:

  • Congelamento de até 15% das emendas parlamentares não obrigatórias.
  • Manutenção do pagamento integral de emendas impositivas, garantindo verbas para deputados e senadores.
  • Projeção de economia de R$ 375 bilhões até 2030.

Apesar dessas ações, a decisão de Lula em ceder à pressão política e revogar o SPVAT expõe as dificuldades do governo em aprovar medidas impopulares para reforçar o caixa público. A queda de braço com o Congresso e a necessidade de buscar equilíbrio fiscal sem sobrecarregar a população prometem novos embates em 2025.

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