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Por que as pulseiras de smartwatches viraram motivo de alerta nos Estados Unidos?

Pesquisa revela que materiais usados por marcas como Apple, Samsung e Fitbit possuem substâncias que podem causar danos à saúde

27/12/2024 às 14h50
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Um estudo da Universidade de Notre Dame, publicado na revista Environmental Science & Technology Letters, revelou que pulseiras de smartwatches de marcas populares, como Apple, Samsung e Fitbit, podem conter níveis elevados de PFAS, um composto químico conhecido como “químico eterno”. Esses compostos, usados para tornar materiais resistentes à água, são difíceis de degradar e podem ser prejudiciais à saúde humana.

A pesquisa identificou que as pulseiras mais caras (acima de US$ 30) apresentaram entre 50% e 90% de PFAS na composição, enquanto as mais baratas estavam livres do composto. Apesar de não listar os modelos específicos testados, o estudo destacou que algumas amostras possuíam concentrações de PFAS muito superiores às encontradas em outros produtos de consumo, como no caso do PFHxA, que chegou a ultrapassar mil partes por bilhão em determinadas pulseiras.

Os PFAS são amplamente utilizados para tornar materiais hidrofóbicos, impedindo a absorção de líquidos, como suor e água. Contudo, a Agência Europeia de Meio Ambiente alerta que essas substâncias podem causar danos à tireoide, ao fígado e aumentar os riscos de câncer. Gestantes e fetos estão especialmente vulneráveis, com possíveis complicações como hipertensão, baixo peso ao nascer e alterações no desenvolvimento infantil.

A absorção do composto pela pele, especialmente em usuários de smartwatches que os utilizam para monitorar atividades físicas, é uma preocupação crescente. Durante a prática de exercícios, o suor pode facilitar a penetração do PFAS na pele, aumentando os riscos de contaminação. Além disso, a degradação das pulseiras libera microplásticos contaminados com PFAS no meio ambiente, intensificando os danos ecológicos.

Como os PFAS são conhecidos por sua durabilidade e resistência à decomposição, tanto no corpo humano quanto no ambiente, especialistas reforçam a necessidade de mais estudos sobre os impactos dessas substâncias. Enquanto isso, consumidores podem considerar alternativas sem o composto ou questionar fabricantes sobre a segurança de seus produtos.

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