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Piauí: 36,6% dos domicílios usam lenha ou carvão para cozinhar

O uso desses combustíveis no estado fica atrás apenas de Maranhão e Pará, gerando impactos à saúde e ao meio ambiente

25/12/2024 às 11h24 Atualizada em 26/12/2024 às 11h21
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Em 2023, o Piauí registrou um alto índice de uso de lenha ou carvão para o preparo de alimentos, com 36,6% dos domicílios utilizando esses combustíveis, segundo dados do IBGE. Esse número coloca o estado como o terceiro maior do Brasil, atrás apenas do Maranhão (46,3%) e do Pará (43,3%). No panorama nacional, a média foi de 15,2% de domicílios que recorreram à lenha ou carvão.

O levantamento revelou que, no Piauí, os combustíveis mais utilizados para cozinhar foram o gás (em botijão ou encanado), presente em 96,7% dos lares, seguido pela energia elétrica, utilizada por 55,4% dos domicílios. Além disso, 36,6% dos lares piauienses ainda dependem de lenha ou carvão, enquanto apenas 0,1% utilizam outros combustíveis. O IBGE destacou que, em muitos casos, os domicílios utilizam mais de um tipo de combustível simultaneamente para o preparo de alimentos.

Em nível nacional, o gás foi o combustível predominante, com 98,2% dos domicílios brasileiros utilizando-o, seguido pela energia elétrica (51%), lenha ou carvão (15,2%) e outros combustíveis (0,1%). Esses dados indicam uma tendência crescente de diversificação no uso de fontes de energia para cozinhar, embora a lenha ainda seja comum em diversas regiões, como o Piauí.

O uso de lenha e carvão para cozinhar traz sérias implicações para a saúde e o meio ambiente. A queima desses combustíveis libera poluentes como monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e partículas finas, que podem causar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e irritações nos olhos e na garganta. Além disso, a prática contribui para a degradação ambiental, acelerando o desmatamento e agravando as mudanças climáticas.

A queima de lenha também aumenta o risco de incêndios, especialmente em casas com cozinhas pequenas ou mal ventiladas. A dependência desses combustíveis, portanto, não só representa um desafio para a saúde pública, mas também para a sustentabilidade ambiental. O governo e as autoridades de saúde alertam para a necessidade de alternativas mais seguras e limpas, a fim de mitigar esses riscos.

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