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Popularidade de Janja desaba e escancara disputas internas no governo Lula

Primeira-dama enfrenta rejeição crescente, acusada de interferir na comunicação do Planalto e gerar crises de imagem para o governo

22/12/2024 às 08h38 Atualizada em 22/12/2024 às 15h52
Por: Douglas Ferreira
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A busca de protagonismo fez a imagem de Janja da Silva despencar - Foto: Reprodução
A busca de protagonismo fez a imagem de Janja da Silva despencar - Foto: Reprodução

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, enfrenta um desgaste severo de imagem, revelado pela mais recente pesquisa Genial/Quaest. Os dados mostram que sua aprovação caiu de 41% em fevereiro de 2023 para apenas 22% neste fim de ano, enquanto a rejeição disparou de 19% para 38%. Esses números evidenciam um declínio acelerado, especialmente no Nordeste, onde seu apoio despencou de 56% para 29%.

Comunicação ou confusão? O papel polêmico de Janja

Embora não ocupe um cargo oficial no governo, Janja tem atuado nos bastidores como uma espécie de consultora informal, especialmente na área de Comunicação Institucional. Seu comportamento assertivo e, por vezes, conflituoso, alimenta críticas sobre sua influência no Palácio do Planalto.

A pesquisa expõe a rejeição de sua postura considerada por muitos como centralizadora e até mesmo autoritária. A primeira-dama é apontada como responsável por tentativas de enfraquecer o ministro da Secom, Paulo Pimenta, disputando espaço na definição de estratégias de mídia.

Entre os embates, Janja teria se oposto à ideia defendida pelo secretário Ricardo Stuckert de aproximar o presidente Lula de veículos de comunicação menos alinhados ao governo. Ela prefere um tom mais combativo, inspirado no estilo de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e em influenciadores digitais próximos ao governo, como Felipe Neto.

Janja entende de comunicação?

A queda de popularidade levanta questionamentos sobre a capacidade de Janja de liderar ou influenciar políticas de comunicação. Sua atuação tem sido marcada por destemperos públicos, declarações controversas e um comportamento que, segundo analistas, evidencia ansiedade por protagonismo.

Diferente de primeiras-damas tradicionais, Janja se posiciona como uma figura ativa e politizada. Porém, essa postura não é bem recebida por parte significativa da população, que vê nela um perfil intervencionista e até mesmo despreparado para lidar com temas sensíveis do governo.

O futuro de Janja: figura pública ou esposa de presidente?

A pesquisa revela um dilema para o governo Lula. A rejeição crescente a Janja pode se tornar um problema político adicional em um momento em que o presidente tenta consolidar sua base de apoio.

Enquanto Lula ainda mantém 33% de aprovação, sua esposa amarga índices inferiores, colocando em xeque a eficácia da estratégia de comunicação que tenta implementar.

O desgaste de Janja expõe não apenas um problema de imagem, mas também o risco de que disputas internas fragilizem ainda mais a gestão do governo. Se a primeira-dama continuará tentando moldar a comunicação do Planalto ou recuará diante da pressão popular, ainda é uma incógnita. O certo é que sua imagem pública já carrega arranhões difíceis de apagar.

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