
Mauro Carlesse (Agir), ex-governador do Tocantins, foi preso neste domingo (15) em uma fazenda localizada em São Salvador, no sul do estado. A prisão foi efetuada por equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPTO), em cumprimento a um mandado expedido pela 3ª Vara Criminal de Palmas.
A ação foi motivada por indícios de que o ex-governador planejava fugir do Brasil, levantando suspeitas sobre possíveis tentativas de escapar de investigações em andamento. O teor completo da acusação está sob sigilo judicial, e detalhes sobre o plano de fuga ou os crimes associados não foram revelados pelo MP.
Mauro Carlesse, que governou o Tocantins entre 2018 e 2021, já enfrentava acusações de corrupção desde o período em que ocupava o cargo. Em outubro de 2021, foi afastado do governo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de envolvimento em esquemas de propinas e interferência política na Polícia Civil. Antes de ser submetido a um processo de impeachment, renunciou ao cargo.
Nos últimos meses, Carlesse foi implicado em investigações de fraudes em licitações na Secretaria de Infraestrutura, Cidades e Habitação, ocorridas durante sua gestão. Essas investigações culminaram na apreensão de bens de luxo, como um veículo esportivo de alto valor.
Paralelamente, a operação também mira Claudinei Quaresemin, ex-secretário de Parcerias e Investimentos do Tocantins, acusado de fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele já se encontra preso, e sua defesa ainda não se pronunciou.
Em nota, os advogados de Mauro Carlesse afirmaram que ele recebeu a prisão "com indignação", alegando que não há condenação ou restrição de liberdade contra ele. Garantiram que Carlesse sempre colaborou com a Justiça e anunciaram que irão solicitar a revogação da prisão.
Carlesse deve permanecer preso em Palmas, onde ficará à disposição da Justiça enquanto as investigações avançam. O caso ressalta os desafios na luta contra a corrupção no Tocantins e o rigor crescente nas investigações contra figuras públicas envolvidas em crimes financeiros e administrativos.
A sociedade aguarda mais informações sobre o desdobramento das acusações, enquanto o ex-governador segue negando qualquer irregularidade.
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