
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu alta hospitalar na manhã deste domingo, 15, após cinco dias internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, devido a uma cirurgia para retirada de um hematoma na cabeça. Apesar da alta, o líder petista não está completamente liberado pelos médicos e deverá permanecer em São Paulo sob acompanhamento nos próximos 15 dias.
Em uma aparição surpresa durante a coletiva de imprensa da equipe médica, Lula agradeceu os profissionais que cuidaram de sua saúde e aproveitou o momento para abordar a prisão do general Braga Netto, ex-ministro do governo Bolsonaro, ocorrida no último sábado, 14.
Ao relatar a cirurgia, Lula foi transparente sobre o susto que enfrentou. Ele contou que, inicialmente, acreditava estar bem, mesmo após a queda que causou o hematoma. "Achei que estava curado. Eu confesso a vocês que fiquei assustado com o volume do crescimento de líquido na minha cabeça", revelou o presidente.
Lula explicou que a queda aconteceu no banheiro, após cortar as unhas das mãos. Ele se desequilibrou ao guardar o cortador e bateu a cabeça na hidromassagem. Apesar do acidente, manteve sua rotina de exercícios até sentir fortes dores de cabeça, o que o levou a buscar atendimento médico em São Paulo na última segunda-feira, 9.
Embora tenha recebido alta hospitalar, Lula não poderá retornar a Brasília nem realizar viagens internacionais por enquanto. Reuniões e atividades físicas estão limitadas até nova avaliação médica. “Estou tranquilo, certo de que estou curado. Só preciso me cuidar e não me comportar como atleta na esteira, porque não sou atleta", brincou o presidente, demonstrando otimismo.
Durante o discurso, Lula também abordou a prisão de Braga Netto, destacando a importância de um julgamento justo para o general. Ele relembrou sua própria experiência de prisão e fez uma dura crítica às 'supostas' ações contra a democracia brasileira.
"Eu acho que ele tem todo o direito à presunção de inocência, o que eu não tive. Mas, se esses caras fizeram o que tentaram fazer, quero que sejam punidos severamente. Não é possível aceitar desrespeito à democracia, nem admitir que militares tramem contra o presidente, o vice e ministros do Supremo", declarou Lula em tom contundente.
Enquanto aguarda a liberação médica completa, Lula permanecerá em São Paulo para concluir sua recuperação. Sua equipe já trabalha para adaptar a agenda presidencial, garantindo que ele possa retomar funções administrativas sem comprometer a saúde.
A alta de Lula marca o fim de um episódio delicado, mas também reforça sua presença política em meio a questões sensíveis no cenário nacional.
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