
O general Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, foi preso neste sábado (14) pela Polícia Federal. A ação faz parte da Operação Contragolpe, que apura um suposto plano de golpe de Estado e o homicídio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois de busca e apreensão e uma medida cautelar contra suspeitos que estariam dificultando a coleta de provas no processo penal. De acordo com a corporação, as ações visam evitar a repetição de práticas ilícitas. A residência de Braga Netto, localizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, foi alvo de buscas. O general será mantido sob custódia do Exército no Comando Militar do Leste.
A Operação Contragolpe investiga uma organização criminosa suspeita de planejar, em 2022, um golpe de Estado para impedir a posse do governo eleito. O grupo, que inclui militares das Forças Especiais, também teria planejado a execução de Lula, Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. A PF informou que os crimes em apuração incluem tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e formação de organização criminosa, com penas que podem chegar a 28 anos de prisão.
Ainda segundo a PF, os envolvidos usaram conhecimento técnico-militar avançado para coordenar o plano, chamado de “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado em 15 de dezembro de 2022. O caso foi embasado por investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Braga Netto nega qualquer envolvimento nas acusações. Em outubro, ele se pronunciou pela primeira vez sobre o assunto, afirmando que nunca participou de um golpe ou de planos para assassinatos. Em suas redes sociais, classificou as denúncias como “fantasiosas” e afirmou que são fruto de “criatividade excessiva”. Assim como Jair Bolsonaro, Braga Netto foi declarado inelegível até 2030 por abuso de poder político e irregularidades nas eleições de 2022.
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