
O ministro Ricardo Lewandowski enfrenta pressões crescentes e rumores sobre sua possível substituição no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2025. Segundo informações divulgadas por Malu Gaspar, de O Globo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é cotado como um dos favoritos para ocupar o cargo na reforma ministerial prevista para o próximo ano.
Lewandowski assumiu o ministério após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitando o convite do presidente Lula como uma "missão pública". Contudo, seu primeiro ano de gestão foi marcado por dificuldades em articulação política e críticas relacionadas à lentidão na tramitação da PEC da Segurança Pública.
A proposta, que visa unificar protocolos policiais e fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), enfrenta resistência de governadores de Estados importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Governadores temem perder autonomia sobre as polícias estaduais e rejeitam qualquer proposta que transfira poder à União.
Em outubro, após uma reunião liderada pela Casa Civil com os governadores, Lewandowski expressou irritação e disse acreditar que as negociações estavam praticamente encerradas. O ministro atribui a morosidade à falta de articulação da Casa Civil, chefiada por Rui Costa, mas a insatisfação com sua gestão dentro do governo continua a crescer.
Os aliados de Pacheco argumentam que sua experiência no Senado o torna mais apto para superar as resistências políticas e destravar pautas importantes como a PEC da Segurança Pública. Sua chegada ao Ministério da Justiça seria vista como uma tentativa de fortalecer a articulação política do governo, especialmente em uma pasta estratégica.
Entretanto, a possível escolha de Pacheco também levanta questionamentos. Sua indicação poderia gerar instabilidade dentro da base aliada, já que mudanças em pastas importantes como a Justiça costumam provocar disputas internas.
Uma eventual substituição de Lewandowski por Pacheco pode trazer tanto ganhos quanto riscos ao governo Lula. De um lado, a nomeação de um político experiente poderia melhorar a articulação com o Congresso. Por outro, pode gerar insatisfação em alas do governo que preferem perfis técnicos à frente da Justiça.
Até o momento, o presidente Lula não tomou nenhuma decisão oficial sobre mudanças na pasta, mas a reforma ministerial de 2025 será decisiva para definir os rumos da segurança pública e da articulação política no governo federal.
E como perguntar não ofende: estaria o ministro Ricardo Lewandovisk em processo de fritura?
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