
Agentes e escrivães da Polícia Civil do Piauí retomaram nesta semana o movimento “Polícia Legal”, coordenado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi). A mobilização, iniciada em agosto, havia sido suspensa durante negociações com o Governo do Estado, mas foi retomada após a categoria rejeitar a proposta apresentada.
De acordo com Isaac Vilarinho, presidente do Sinpolpi, o governo propôs um reajuste de R$ 1.500,00, dividido em duas parcelas ao longo de dois anos. Ele considera a oferta insuficiente e desrespeitosa. “Atualmente, recebemos menos que a média do Nordeste, que em 2026 será de R$ 13 mil. A média nacional será de R$ 15 mil. Não podemos aceitar uma proposta que desvaloriza a nossa categoria”, afirmou.
A principal reivindicação dos policiais é que o salário inicial seja reajustado para R$ 7.500,00, com progressão para R$ 15.500,00 ao final da carreira. Atualmente, os salários variam entre R$ 6.800,00 no início e R$ 9.100,00 no topo da carreira. Segundo o sindicato, esses valores estão defasados em relação a outras unidades da federação.
Isaac Vilarinho defende que o reajuste é financeiramente viável e não causaria impacto negativo nas contas públicas. Ele argumenta que o aumento de 22% no orçamento estadual entre 2023 e 2024 permite a aplicação da proposta apresentada pela categoria. “Os números mostram que há espaço orçamentário e financeiro para atender nossa demanda”, declarou.
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) foi procurada, mas informou que não irá se manifestar sobre o caso. O movimento segue como forma de pressão para que o governo reavalie sua posição.
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