
Laís Cristina Oliveira Inácio, de 29 anos, e Eduardo Veloso da Silva Aguiar, de 28 anos, são 'influenciadores' digitais piauienses. Eles são conhecidos por compartilhar registros de uma vida de luxo e viagens glamorosas nas redes sociais. Laís possui quase 5 milhões de seguidores no Instagram, enquanto Eduardo tem cerca de 370 mil.
Os dois foram detidos em Fortaleza, Ceará, durante suas férias, por envolvimento com organização criminosa. Ambos tinham mandados de prisão emitidos pela Justiça de Alagoas, devido à investigação do esquema conhecido como "Jogo do Tigrinho". Este esquema envolve fraudes financeiras e possível lavagem de dinheiro, atraindo participantes por meio de plataformas de jogos que prometem ganhos fáceis, mas que na verdade operam como pirâmides financeiras.
Embora sejam piauienses, os dois aparentemente levavam uma vida nômade, marcada por viagens frequentes e publicações de luxo. Estavam de férias em Fortaleza quando foram localizados pela Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará.
Os influenciadores foram presos por policiais do Comando Tático Motorizado (Cotam), do Batalhão de Choque (BPChoque), enquanto transitavam em uma caminhonete Hilux no bairro Aldeota, área nobre de Fortaleza. Eles foram levados ao 2º Distrito Policial para os procedimentos legais. Após uma audiência de custódia, a prisão foi mantida.
O processo relacionado ao "Jogo do Tigrinho" está sob investigação em Alagoas, onde as autoridades identificaram a atuação de uma rede criminosa que inclui influenciadores. A ligação dos suspeitos com essa organização motivou a emissão dos mandados de prisão por aquele Estado.
Embora não se saiba se haviam tentado evadir a Justiça, o casal já havia sido alvo de especulação nas redes sociais, com seguidores questionando o "sumiço" da dupla. A localização do casal só foi possível após o trabalho de inteligência da polícia cearense.
O esquema, também conhecido como "Fortune Tiger", é promovido como uma plataforma de jogos, mas funciona como um esquema de pirâmide. Influenciadores são recrutados para atrair novos participantes, prometendo lucros altos e rápidos. Muitos usuários, no entanto, acabam lesados financeiramente.
Além de organização criminosa, o casal pode ser investigado por fraude financeira, lavagem de dinheiro e outros delitos associados ao funcionamento do esquema.
Atualmente, os dois estão sob custódia enquanto aguardam os desdobramentos do processo judicial. A natureza da prisão - se preventiva ou temporária - ainda será definida conforme o avanço das investigações.
A prisão de Laís e Eduardo ressalta como 'influenciadores digitais' podem ser usados para atrair vítimas para esquemas fraudulentos. Também reforça a necessidade de maior fiscalização sobre o uso de plataformas digitais para atividades ilícitas.
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