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Tecnologia FIM DA TV?

Fim de uma era: Disney desativará canais icônicos na TV paga brasileira

Comportamento do público impulsiona transição para o Disney+, encerrando operações de canais como FX, Nat Geo e Disney Channel

03/12/2024 às 15h46
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A partir de 28 de fevereiro de 2025, a Disney encerrará quase todos os seus canais lineares no Brasil, mantendo apenas os canais ESPN na TV paga. A decisão reflete a aposta da empresa em sua plataforma de streaming, o Disney+, que se consolidou como o principal destino do conteúdo transmitido por canais como Star Channel, FX, Nat Geo e Disney Channel. A medida marca uma transformação significativa no mercado brasileiro de mídia e entretenimento.

A estratégia da Disney acompanha a mudança no comportamento do consumidor, que prefere conteúdos sob demanda em vez de seguir grades fixas de programação. Em comunicado, a empresa destacou que o público tem migrado para o streaming em busca de maior flexibilidade e personalização. Dados do IBGE confirmam essa tendência: em 2023, 31,1 milhões de residências no Brasil já utilizavam serviços como Disney+, enquanto apenas 25,2% dos lares ainda possuíam TV por assinatura.

Apesar do encerramento dos canais lineares, a ESPN continuará operando na TV paga, sustentada pela relevância de suas transmissões ao vivo, como jogos da Premier League, La Liga, NFL e NBA. A permanência do canal esportivo reforça a importância do conteúdo ao vivo, que permanece como um dos pilares da TV linear, especialmente para eventos esportivos e noticiários.

Enquanto a Disney se concentra no modelo híbrido, outras empresas, como Warner e Globo, mantêm seus canais lineares ativos e parcerias estratégicas com operadoras de TV paga, como Claro e SKY. Embora a decisão da Disney seja emblemática, especialistas apontam que a TV linear ainda não está em risco iminente, graças à sua força em determinados nichos de mercado.

Com a saída de canais icônicos da Disney, o mercado brasileiro de TV paga entra em uma nova fase. Para os consumidores, a mudança marca o fim de uma era e o início de uma transição acelerada para o streaming, moldando um futuro de entretenimento mais conectado e adaptável às novas demandas do público.

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