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Polícia Civil indicia militar por homicídio doloso em caso de tumulto após acidente com influencer Lokinho

Subtenente é indiciado por homicídio doloso após investigação apontar responsabilidade pela morte de mecânico em tumulto na BR 316

03/12/2024 às 08h09 Atualizada em 03/12/2024 às 08h30
Por: Douglas Ferreira
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Thiago Henrique morto pelo subtenente Gildásio - Foto: Reprodução
Thiago Henrique morto pelo subtenente Gildásio - Foto: Reprodução

O subtenente da Polícia Militar Gildásio Lopes de Sousa foi indiciado pela Polícia Civil do Piauí pelo crime de homicídio doloso pela morte do mecânico Thiago Henrique do Nascimento, de 28 anos. O caso ocorreu em 7 de outubro, durante um tumulto gerado após um acidente envolvendo o influencer digital Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como Lokinho, na BR-316, zona Sul de Teresina. O acidente deixou ainda duas mulheres mortas e duas crianças feridas.

Por que o subtenente foi indiciado?

De acordo com o delegado Jorge Terceiro, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os laudos periciais confirmaram que o disparo fatal que atingiu Thiago Henrique partiu da arma do militar. O inquérito descartou qualquer agressão física do mecânico contra o subtenente, invalidando a alegação de legítima defesa. Além disso, a investigação concluiu que o militar, ao efetuar o disparo, assumiu o risco de causar morte, caracterizando homicídio doloso.

Como o subtenente justifica sua ação?

Gildásio Sousa afirmou que estava passando pelo local do acidente com familiares quando percebeu o tumulto e decidiu intervir. No entanto, os vídeos gravados no momento mostram Thiago Henrique e outros populares se aproximando da viatura do Corpo de Bombeiros onde estavam Lokinho e seu namorado, sem que houvesse evidências de ameaça direta ao militar. Segundo o inquérito, o disparo ocorreu sem justificativa plausível para o uso de arma letal.

O que significa o indiciamento?

O indiciamento pelo crime de homicídio doloso significa que a Polícia Civil encontrou elementos suficientes para apontar que o militar agiu com intenção de matar ou assumiu o risco de causar morte. O inquérito foi enviado ao Ministério Público do Piauí (MPPI), que analisará as provas para decidir se denuncia o subtenente formalmente. O MPPI também poderá solicitar medidas cautelares, como a prisão do militar, dependendo da gravidade dos elementos apresentados.

Impacto do caso

O indiciamento do subtenente evidencia questões sobre o uso excessivo de força por parte de agentes de segurança pública e a necessidade de responsabilização em casos de abuso. O episódio reacende o debate sobre o treinamento e as ações de policiais em situações de tumulto, especialmente quando envolvem civis desarmados e sem histórico de violência.

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