
As operadoras de telefonia agora têm autorização para ativar o 5G puro (standalone) em qualquer cidade brasileira. No entanto, isso não significa que a tecnologia será implementada de forma imediata em todo o país. A liberação da faixa de 3,5 gigahertz (GHz), essencial para o funcionamento do 5G, foi anunciada na última terça-feira.
O edital do leilão do 5G, realizado em 2021, estabelece um cronograma que prevê a ativação da tecnologia em todas as cidades brasileiras até o final de 2029. Apesar disso, algumas operadoras têm adiantado o processo, cumprindo e até antecipando os prazos definidos.
O 5G standalone promete velocidades de conexão entre 1 e 10 Gbps, até 100 vezes mais rápidas que o 4G, que atualmente atinge cerca de 19,8 Mbps no Brasil. Além disso, essa nova tecnologia é caracterizada pela “ultrabaixa” latência, reduzindo o tempo de resposta entre dispositivos para apenas 1 a 5 milissegundos, em comparação aos 50 a 70 milissegundos do 4G.
A faixa de 3,5 GHz, utilizada para o 5G no Brasil, era ocupada anteriormente por serviços de satélite e radiodifusão, como as antenas parabólicas. Para liberar essa faixa, foi necessário um processo de “limpeza”, que incluiu a instalação de filtros e kits para evitar interferências, sob responsabilidade da Entidade Administradora de Faixa (EAF).
Inicialmente, o 5G estava disponível em versões como o “non-standalone” (NSA), que compartilhava a infraestrutura do 4G, e o “DSS”, que também dependia da estrutura anterior. Com a chegada do standalone, o 5G atinge seu potencial máximo, oferecendo maior confiabilidade e suporte a um número muito maior de dispositivos conectados simultaneamente.
Além de transformar a experiência dos usuários, o 5G SA promete revolucionar setores como a indústria, a telemedicina, a realidade virtual e os carros autônomos. Essa nova era de conectividade representa um salto tecnológico significativo, que deve impulsionar a inovação e a produtividade em diferentes áreas da economia.
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