
A Polícia Civil do Piauí elucidou e prendeu suspeitos responsáveis por uma onda de assassinatos que aterrorizou o município litorâneo de Cajueiro da Praia no final de novembro. Em menos de 48 horas, cinco homens foram mortos em um cenário de violência ligado a um racha interno em uma facção criminosa que atua na região.
Na última sexta-feira (29), Fernando das Chagas Silva Gois foi preso em uma residência no município de Chaval, no Ceará. Ele é apontado como um dos envolvidos nos assassinatos. No momento da abordagem, Fernando tentou fugir, mas foi capturado pelos policiais. Sua prisão ocorre dias após a detenção de Francisco Fabrício Rosa de Araújo, conhecido como “Nego Fã”, e Rafael Farias Pereira, ambos também vinculados aos homicídios.
Apesar dos avanços, um dos investigados, Francisco das Chagas Vieira da Silva Lima, apelidado de "Horrível", permanece foragido. As polícias Civil e Militar continuam as buscas por ele, e denúncias podem ser enviadas de forma sigilosa pelo telefone (86) 99494-8806 ou por um formulário online.
De acordo com o delegado João Filipe Sampaio, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Luís Correia, os homicídios ocorreram devido a conflitos internos em uma facção criminosa oriunda do Ceará. O racha no grupo teria motivado as execuções brutais como forma de consolidar poder entre as lideranças.
Na operação que prendeu "Nego Fã" e Rafael Farias, foram apreendidos um revólver e três celulares. Rafael, identificado como responsável pelo armazenamento de armas da facção, foi autuado por porte ilegal de arma e está sob investigação para apurar sua participação direta nos homicídios.
Os cinco assassinatos ocorreram entre os dias 23 e 25 de novembro, em Cajueiro da Praia e Luís Correia:
Após os homicídios, o policiamento na região foi intensificado. O 24º Batalhão da Polícia Militar recebeu apoio dos batalhões de Parnaíba (2º e 27º BPMs) e de equipes da Polícia Civil para garantir maior segurança no litoral do Piauí.
A operação, que já resultou na prisão de três suspeitos, continua em andamento com o objetivo de capturar "Horrível" e desmantelar a estrutura criminosa responsável pelos atos violentos. O caso reforça a necessidade de maior vigilância sobre as disputas territoriais e a atuação de facções no Estado do Piauí.
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