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Política MAIORIA REPROVA

Desaprovação ao governo Lula ultrapassa 50% pela primeira vez, aponta pesquisa

Desaprovação ao governo sobe três pontos, enquanto avaliação positiva recua; situação econômica é apontada como fator de influência

28/11/2024 às 18h26 Atualizada em 29/11/2024 às 16h58
Por: Wagner Albuquerque
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 Presidente Luiz Iácio Lula da Silva participa da cerimônia de assinatura de aditivo para obras da Transnordestina - Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Presidente Luiz Iácio Lula da Silva participa da cerimônia de assinatura de aditivo para obras da Transnordestina - Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra desaprovação de 51% da população, enquanto 46,1% o aprovam, de acordo com levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (27). Apenas 2,9% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder. Essa é a primeira vez, na série histórica do instituto, que a reprovação ao governo supera a aprovação fora da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais.

Comparado ao levantamento anterior, divulgado em julho, a desaprovação subiu três pontos percentuais, atingindo a marca de 51%, enquanto a aprovação caiu 1,1 ponto, ainda dentro da margem de erro. Além disso, 32,6% consideram o governo ótimo ou bom, 24,2% avaliam como regular e 42,3% o classificam como ruim ou péssimo. A categoria “péssimo” alcançou 31,3%, o maior índice da pesquisa.

Lula tem melhor desempenho entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos, idosos e pessoas com até o ensino fundamental. Já os homens, indivíduos com ensino superior e a faixa etária de 45 a 59 anos são os grupos onde a desaprovação é mais expressiva. Regionalmente, o presidente mantém maior apoio no Nordeste, com 57,6% de aprovação, contra 39,2% de reprovação. O cenário mais desfavorável está no Sul, onde a desaprovação chega a 60,6%, e a aprovação recua para 36,8%.

A situação econômica aparece como fator relevante para a queda de popularidade. A pesquisa aponta que 30,5% da população relatam piora em sua condição financeira, um aumento em relação aos 25,5% registrados em julho. No mesmo período, o percentual de pessoas que afirmam melhoria econômica caiu de 26,8% para 23,8%, enquanto aqueles que dizem que sua situação permaneceu igual diminuíram de 45% para 43,9%.

O Sul, que lidera as taxas de reprovação ao governo, também concentra o maior número de pessoas que relatam deterioração econômica, com 37,4% dos entrevistados indicando piora em sua situação. Esse contexto reforça o impacto da percepção econômica na avaliação da gestão do presidente, cuja popularidade enfrenta desafios crescentes.

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