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Operação Bazófia: Polícia Federal desarticula esquema milionário de fraudes no Auxílio Emergencial

Quadrilha desviava recursos de beneficiários, lavava dinheiro com empresas de fachada e ostentava luxo; prejuízos ainda estão sendo contabilizados

28/11/2024 às 10h58
Por: Douglas Ferreira
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Criminosos fraudavam recursos do auxilio emergencial pagos pela CEF - Foto: Reprodução
Criminosos fraudavam recursos do auxilio emergencial pagos pela CEF - Foto: Reprodução

A Polícia Federal desmantelou nesta quinta-feira (28) uma organização criminosa que atuava há anos desviando recursos do Auxílio Emergencial e realizando fraudes bancárias eletrônicas, principalmente contra a Caixa Econômica Federal. A Operação Bazófia, realizada em Teresina (PI) e Bacabal (MA), contou com a participação de 90 policiais federais para cumprir 14 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão.

Como agia o grupo criminoso?

Os investigados invadiam contas de beneficiários do Auxílio Emergencial para realizar pagamentos de boletos bancários e transferências, esvaziando os saldos das vítimas. O esquema envolvia uma rede complexa de transações, com o uso de contas de "laranjas" para ocultar a origem ilícita dos valores, que posteriormente eram sacados ou utilizados em compras de alto valor.

Além disso, o grupo operava um sistema de lavagem de dinheiro com empresas de fachada, usando os recursos desviados para adquirir bens de luxo e manter um padrão de vida ostensivo.

Envolvimento de servidores e prejuízos

Embora não tenha sido confirmado oficialmente o envolvimento direto de servidores da Caixa Econômica Federal, o esquema investigado demonstra sofisticação, indicando possíveis conexões internas ainda sob apuração.

O prejuízo total causado pela quadrilha está em fase de levantamento devido à complexidade e à multiplicidade de fraudes. Apesar disso, foi identificado que os membros da organização ostentavam grande riqueza, com veículos de luxo sendo utilizados pelos criminosos.

Impacto da operação

Os investigadores bloquearam bens e valores relacionados aos envolvidos, embora o montante exato ainda não tenha sido divulgado. A ação é parte da campanha "Não Seja um Laranja", uma iniciativa nacional da Polícia Federal para combater fraudes bancárias e golpes contra benefícios sociais.

O nome "Bazófia" faz alusão à ostentação exibida pelos membros do grupo nas redes sociais, onde publicavam sinais de riqueza adquirida ilicitamente. Os indiciados poderão responder por crimes como organização criminosa, furto qualificado, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos.

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