
Uma nova alternativa de transporte ferroviário pode conectar turistas e moradores de diferentes estados do Nordeste. Em discussão está a criação de uma ferrovia turística que ligaria capitais e cidades estratégicas da região, promovendo o turismo integrado e incentivando a economia local.
O projeto prevê um trem de passageiros que partiria de Teresina, no Piauí, passando pelo Delta do Parnaíba, entre Maranhão e Piauí, e seguiria pelo litoral até Salvador, na Bahia. Segundo o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a proposta fortaleceria o turismo no Nordeste como um todo, evitando a competição entre estados. “Seria um grande ganho para todos, promovendo o turismo integrado na região”, declarou.
Apesar do entusiasmo, o governador destacou que o projeto depende de estudos detalhados para avaliar sua viabilidade econômica. “Um trem exclusivamente para passageiros exige análise de demanda e investimento elevado. Nenhuma empresa fará isso sem comprovar a viabilidade financeira”, explicou.
Outra possibilidade em análise é o uso da Transnordestina, ferrovia originalmente projetada para transporte de cargas, para incluir também vagões de passageiros. A linha férrea conecta Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará. Elmano de Freitas sugere que vagões para passageiros sejam acoplados aos comboios de cargas, uma alternativa que pode reduzir custos. “O valor disso no custo total seria diluído, tornando viável essa integração”, opinou.
Entre os desafios dessa adaptação estão a velocidade máxima da ferrovia, limitada a 80 km/h, e a necessidade de paradas frequentes para operações de carga. Ainda assim, o governador considera possível compatibilizar o transporte de passageiros com o de mercadorias. Segundo ele, a ideia foi discutida diretamente com o presidente Lula e o presidente da Transnordestina, Tufi Daher.
De acordo com a Transnordestina Logística, responsável pela obra, 62% da ferrovia já está concluída, com um orçamento estimado em R$ 15 bilhões. A previsão é de que as obras sejam finalizadas até 2027, embora nenhum recurso governamental tenha sido destinado ao projeto neste ano. A empresa foi procurada para comentar sobre a possibilidade de transportar passageiros, mas não respondeu até o fechamento da matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Conclusão:
Diante da proposta da "Transnordestina turística", surgem questionamentos sobre sua viabilidade. Será que essa ideia não ficará restrita a uma manchete a ser publicada, considerando o histórico da Transnordestina, que já deveria ter sido concluída há mais de uma década? Não seria mais interessante incentivar empresas privadas a explorar e viabilizar o projeto, oferecendo incentivos para que o setor privado possa acelerar sua execução e administração, em vez de depender exclusivamente de um modelo público, que historicamente tem enfrentado dificuldades para implementar grandes obras de infraestrutura? Essas questões merecem reflexão antes de qualquer decisão.
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