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Política IRREGULARIDADES

Gestão de Franzé Silva na Alepi enfrenta denúncias graves

MP e TCE investigam nomeações suspeitas, contratos milionários e possíveis prejuízos ao erário público.

22/11/2024 às 08h42
Por: Douglas Ferreira
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Franzé Silva ainda não se manifestou publicamente sobre as investigações do MP - Foto: Reprodução
Franzé Silva ainda não se manifestou publicamente sobre as investigações do MP - Foto: Reprodução

A gestão de Franzé Silva (PT) à frente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) está no centro de múltiplas investigações. O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) apura denúncias de irregularidades que vão desde a nomeação de servidores fantasmas até contratos milionários considerados suspeitos. As acusações incluem atos que podem configurar improbidade administrativa, com potencial prejuízo financeiro significativo ao Estado.


Denúncias de servidores fantasmas

A 36ª Promotoria de Justiça instaurou um procedimento preparatório para verificar a existência de servidores comissionados que não exercem funções reais na Alepi. A ação investiga:

  • Nomeações fictícias: denúncias apontam que pessoas teriam sido contratadas sem desempenhar atribuições concretas.
  • Renomeações irregulares: práticas que podem ter ocorrido em desrespeito às normas legais.
  • Preterição de concursados: possíveis irregularidades na ocupação de cargos que deveriam ser destinados a aprovados em concurso público.

O MP requisitou à presidência da Alepi detalhes sobre todos os servidores comissionados desde janeiro de 2023, incluindo lotação, salários e comprovação de atividades. A ausência de resposta pode levar à aplicação de sanções civis e criminais.


Outros casos sob investigação

Além das nomeações suspeitas, Franzé Silva é alvo de apurações por:

  • Nomeação de condenados: casos como o de Josimar Holanda Nunes, condenado por homicídio, e Luciano Macário de Castro, com direitos políticos suspensos por improbidade.
  • Contratos milionários:
    • R$ 39,7 milhões com a Construtora Rosacon, cujo proprietário é interditado judicialmente.
    • R$ 14 milhões em contratos publicitários.
    • R$ 474 mil, firmados sem licitação, para aluguel de estacionamento.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) também apura prorrogações de contratos realizadas sob a gestão de Silva.


Resposta da presidência da Alepi

Até o momento, a presidência da Alepi não se manifestou oficialmente sobre as denúncias. O promotor Flávio Teixeira de Abreu Júnior destacou que os membros da Mesa Diretora da Alepi serão ouvidos como parte das investigações, incluindo aqueles que assinaram exonerações e nomeações em 2023.


Impactos políticos e administrativos

As investigações lançam dúvidas sobre a gestão de recursos públicos na Alepi, além de ameaçar a estabilidade política da Casa Legislativa. Caso comprovadas, as irregularidades podem resultar em punições severas, incluindo a cassação de mandatos, sanções administrativas e responsabilizações criminais.

Com um cenário de suspeitas em múltiplas frentes, a gestão de Franzé Silva enfrenta um momento crítico que coloca à prova a transparência e a credibilidade da Assembleia Legislativa do Piauí.

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