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Família de Gabriel Monteiro denuncia armação e critica prisão preventiva

Ex-vereador está preso há mais de dois anos sob acusação de estupro, mas defesa aponta irregularidades no caso e suposta coação ligada à “máfia do reboque”

21/11/2024 às 09h16 Atualizada em 21/11/2024 às 09h23
Por: Wagner Albuquerque
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Família de Gabriel Monteiro critica prisão do ex-vereador - Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
Família de Gabriel Monteiro critica prisão do ex-vereador - Fotos: Reprodução/ Redes Sociais

O ex-vereador Gabriel Monteiro está preso preventivamente há mais de dois anos sob acusação de estupro. Sua família, no entanto, sustenta que ele é vítima de uma armação, supostamente ligada ao combate à “máfia do reboque” na Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em uma publicação nas redes sociais na última segunda-feira, 18 de novembro, familiares de Monteiro afirmaram que a prisão ocorreu após ele recusar uma suposta oferta de R$ 200 mil para interromper investigações sobre esquemas de corrupção na cidade.

Monteiro foi preso em 2022 após ser acusado de estupro. A defesa do ex-vereador alega que a relação foi consensual, citando o relato de uma médica que teria recebido a confissão da própria denunciante. Exames médicos também indicariam, segundo a defesa, que Monteiro não possui nenhuma Doença Sexualmente Transmissível (DST), o que contradiria a acusação de que ele teria transmitido uma doença à vítima.

Os advogados afirmam ainda que Gabriel Monteiro não foi ouvido antes de ser preso e que provas importantes em sua defesa têm sido ignoradas. “Meu filho morreu no dia em que decidiu bater de frente com o sistema. Ele acreditava que poderia mudar o país, mas perdeu tudo”, desabafou a mãe do ex-vereador na publicação.

Gabriel Monteiro, ex-vereador e ex-pm do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução

 

Um ponto de destaque apresentado pela família é o depoimento de um ex-assessor de Monteiro, inicialmente apontado como uma das principais testemunhas contra ele. Segundo a postagem, o ex-assessor teria confessado que foi coagido pela “máfia do reboque” a prestar declarações incriminatórias contra o ex-vereador.

A família afirma que Monteiro está sendo tratado como culpado antes de um julgamento definitivo. “Ele é destruído diariamente, tratado como bandido, mesmo com todas as provas apontando para sua inocência”, diz o texto.

Além disso, os familiares criticaram a lentidão do sistema judicial e a manutenção da prisão preventiva, apesar dos laudos médicos que, segundo a defesa, comprovariam a inexistência de crime. Os advogados prometem apresentar novos recursos para tentar reverter a prisão e limpar o nome do ex-vereador.

Confira a nota completa:

"GABRIEL MONTEIRO FOI MORTO EM VIDA, A PIOR DAS MORTES. 

Mataram a honra do meu filho, preso há mais de 2 anos preventivamente mesmo com laudo médico provando sua inocência. 

Meu filho morreu no dia se negou receber 200 mil reais de corrupção, prender e acabar com a máfia do reboque na prefeitura do RJ após isso:

Foi preso acusado de estupro, sem ao menos ter sido ouvido. Mesmo a própria mulher (não era de menor) ter confessado para a médica dela que a relação foi totalmente consensual.

Para prendê-lo foi acusado de passar DST para essa mulher. Os exames médicos comprovaram que isso era mentira, ele sequer possui qualquer DST. Como pode passar algo que não tem? E ainda sim continua preso! 

O próprio ex-assessor, testemunha chave contra Gabriel, confessou que foi obrigado pela máfia do reboque a forjar depoimento contra meu filho afim de prendê-lo. 

Gabriel Monteiro perdeu tudo achando que poderia mudar alguma coisa nesse país. E eu perdi meu filho para a cadeia, mesmo todas as provas demonstrarem sua inocência. NÃO VALE A PENA BATER DE FRENTE COM SISTEMA. Gabriel é destruído diariamente ao ser tratado como bandido por ter combatido uma guerra invencível."

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