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Polícia SUSPEITO DE MANDANTE

'Cebora', líder do PCC pode ser o mandante do ataque no Aeroporto de Guarulhos; ele foi citado em delação

O poder paralelo e o elo entre o PCC e estruturas empresariais acendem o alerta sobre a infiltração do crime organizado na sociedade

12/11/2024 às 20h08
Por: Douglas Ferreira
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O líder do PCC, 'Cebola' pode ser o mandante da execução de Gritzbach - Foto: Reprodução
O líder do PCC, 'Cebola' pode ser o mandante da execução de Gritzbach - Foto: Reprodução

A execução de Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), em plena luz do dia no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, é um episódio emblemático que destaca a ousadia e a abrangência das operações criminosas do PCC. Sob investigação, as circunstâncias do crime revelam indícios de uma rede complexa, que atravessa a vida pública e privada, e cujos tentáculos chegam a empresas de transporte público e à cooptação de autoridades. Silvio Luiz Ferreira, o “Cebola”, apontado como “sintonia final do progresso” do PCC, é suspeito de ter ordenado a morte de Gritzbach após seu nome ser implicado em uma delação.

Gritzbach, ex-aliado do PCC, firmou um acordo de delação em que expôs operações financeiras do PCC, como o envio de R$ 1,2 bilhão ao Paraguai. Cebola, líder atuante na logística e finanças da facção, foi identificado como peça-chave em esquemas de lavagem de dinheiro e na logística de cargas de cocaína. A execução de Gritzbach, atingido por 29 tiros de fuzil em uma área movimentada, sugere uma operação cuidadosamente planejada para eliminar um informante que ameaçava a segurança das finanças do PCC.

A ligação entre o PCC e a empresa de transporte UpBus, da qual Cebola era ex-diretor, levanta questões sobre a infiltração do crime organizado em áreas do setor público e privado. A operação Fim da Linha, realizada pelo Ministério Público de São Paulo, revelou que a sede da UpBus teria servido como uma extensão das operações do PCC, com práticas de corrupção e cooptação de policiais.

Essa execução expõe não só a audácia do crime organizado, mas também a necessidade urgente de fortalecer a fiscalização e a integridade nos setores vulneráveis a essa influência. Hoje, o secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite, anunciou o afastamento PMs que trabalhavam também na seguranç pessoal de Gritzbach.

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