Segunda, 29 de Junho de 2026
30°

Tempo limpo

Teresina, PI

Polícia URGENTE

Empresário ligado ao PCC é executado no aeroporto de Guarulhos

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, que havia firmado delação premiada, foi morto a tiros em ataque que deixou mais três feridos; suspeitos fugiram e veículo foi abandonado próximo ao local

08/11/2024 às 18h28 Atualizada em 10/11/2024 às 12h32
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na tarde desta sexta-feira. O ataque, que deixou outras três pessoas feridas, ocorreu no saguão do aeroporto. Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade ou o estado de saúde das demais vítimas. Gritzbach, que havia firmado delação premiada em uma investigação envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC), estava jurado de morte pela facção.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados ao local, mas o empresário não resistiu aos ferimentos e morreu. Esta não foi a primeira tentativa de assassinato contra ele, já que Gritzbach havia sido alvo de um atentado anteriormente. Os atiradores fugiram em um carro Gol preto, que foi encontrado abandonado próximo ao aeroporto. Nenhuma prisão foi confirmada até o momento. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram cenas de pânico com vítimas caídas no saguão e nas vias de acesso.

De acordo com a diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, Gritzbach vivia sob constante ameaça e acreditava que era alvo de membros do crime organizado. “Ele confessou que lavava dinheiro para o PCC e era alvo de um processo junto ao Deic por essa atividade. Ele tinha informações valiosas sobre os esquemas financeiros da facção”, afirmou a diretora em entrevista ao Brasil Urgente.

Em março deste ano, Gritzbach firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). No acordo, ele revelou informações sobre o funcionamento do PCC e alegou envolvimento em esquemas de extorsão com policiais civis de São Paulo. Gritzbach também confessou ter ordenado a morte de dois membros do PCC, Anselmo Becheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, e Antônio Corona Neto, conhecido como “Sem Sangue”.

O empresário atuava no mercado de bitcoins e criptomoedas, o que, segundo o Ministério Público, pode ter sido uma das atividades relacionadas às suas operações com o PCC e outros esquemas financeiros ilícitos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários