
Rodrigo Reis, autointitulado "coach dos bitcoins", foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 7, em Cajamar (SP), acusado de liderar um esquema fraudulento que lesou mais de 10 mil clientes e desviou aproximadamente R$ 260 milhões. Reis usava sua empresa, RR Investimentos, para captar recursos sob promessa de altos retornos. Com um discurso religioso, promovia a imagem de confiança e honestidade, realizando eventos que incluíam celebridades para atrair ainda mais investidores.
A operação, nomeada "Operação Profeta" devido ao uso do discurso religioso para conquistar clientes, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro. A PF identificou que o esquema envolvia a movimentação de valores milionários para o exterior sem consentimento das vítimas, através da Bitcluster, uma corretora de criptomoedas operada pela holding de Rodrigo. Denúncias contra a empresa surgiram em 2022, após atrasos nos pagamentos, e uma tentativa de recuperação judicial foi negada pela Justiça, que levantou dúvidas sobre a legalidade das transações realizadas.
As investigações indicam que Reis e sua esposa, Karen Santos, que é sócia da RR Investimentos, não tinham autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para administrar carteiras de investimentos, tornando o esquema ilegal. Entre as acusações, o casal é investigado por crimes de organização criminosa, fraude contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.
O caso ilustra os riscos de promessas de lucro rápido em um mercado ainda pouco regulado. A PF alerta que, em muitos casos, os golpes de criptomoedas exploram a falta de conhecimento dos investidores e usam táticas de persuasão emocional, como discursos religiosos, para captar clientes em larga escala.
OPERAÇÃO CORISCO Receita Federal apreende eletrônicos sem nota fiscal em shopping de Teresina
DESCAMINHO Operação da Receita Federal faz operação em cinco lojas de Teresina
FRAUDE Advogado é investigado por cobrar até quatro vezes a mesma dívida no Maranhão Mín. 25° Máx. 38°