
O soldado Raimundo Linhares da Silva, da Polícia Militar do Maranhão, apresentou-se ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa - DHPP em Teresina após o episódio envolvendo o sargento da PM do Piauí, João de Deus Teixeira dos Santos. O incidente começou com uma colisão automobilística entre os dois, e Linhares explica que, enquanto estava estacionado em frente à casa do sargento, percebeu que seu carro fora danificado.
O soldado conta a mesma versão apresenta pela defesa dele, a de 'legítima defesa'. Segundo o soldado, o sargento teria afirmado que bateu no veículo "porque quis", mesmo sem o carro de Linhares estar obstruindo a entrada ou saída da residência.
A tensão aumentou quando Linhares confrontou o sargento sobre a batida e foi surpreendido, segundo ele, pela reação agressiva de João de Deus. De acordo com o soldado, o sargento levantou a camisa e sacou uma arma, disparando na sua direção.
Tese da legítima defesa
"Eu me abaixei e reagi tentando me proteger. Eu não mirei na cabeça dele, apenas atirei para me defender", relatou Linhares, que enfatizou ter agido sob pressão e em 'estado de choque'.
Após os disparos, Linhares se evadiu do local, alegando desespero, o que acabou levantando questionamentos sobre sua postura em não prestar socorro imediato. Ele justificou a ação como um ato impulsionado pelo medo e pela confusão do momento. O soldado destacou ainda que a arma utilizada é de sua propriedade, devidamente registrada e legalizada, e que está à disposição das autoridades para quaisquer investigações necessárias.
Continua internado
Atualmente, o sargento João de Deus encontra-se internado no Hospital de Urgência de Teresina - HUT, em recuperação, enquanto o caso segue sob investigação. A perícia e novos depoimentos deverão esclarecer melhor o que aconteceu e determinar responsabilidades.
Reconstitução do caso
O DHPP pode realizar uma reconstituição do confronto entre o soldado Raimundo Linhares, da PM do Maranhão, e o sargento João de Deus, da PM do Piauí, ferido gravemente na cabeça. O delegado Danúbio Dias revelou que o carro de Linhares apresenta marcas de tiros, sugerindo troca de disparos. Com a perícia em andamento, a investigação busca esclarecer a quantidade e origem dos tiros, podendo solicitar novos exames e reconstituição se necessário para entender a dinâmica do tiroteio.
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