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José Dirceu volta ao centro de nova suspeita em esquema bilionário com “banco falso”

Após a anulação de condenações, o ex-ministro petista é novamente envolvido em uma investigação da Polícia Federal sobre suposto lastro financeiro fraudulento de R$ 8,5 bilhões, vinculado a Fernando Neto, dirigente do PT e ex-assessor de Dirceu

07/11/2024 às 08h21
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações DP
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O investigado Fernando Neto ao lado de José Dirceu - Foto: Reprodução
O investigado Fernando Neto ao lado de José Dirceu - Foto: Reprodução

Escândalo no Atualbank: José Dirceu e Ex-Assessor sob Investigação da PF por Suposta Fraude Bilionária

A Polícia Federal investiga o Atualbank, uma empresa ligada a Fernando Neto, ex-assessor e aliado próximo de José Dirceu, sob acusação de utilizar um falso documento do Tesouro Nacional, supostamente valendo R$ 8,5 bilhões, como lastro financeiro. Neto, que se apresenta como CEO da empresa e possui laços estreitos com o PT em Brasília, teria usado seu acesso a influentes figuras políticas para consolidar a posição do Atualbank, que é registrado apenas como consultoria em TI e administração de cartões de crédito.

Apesar do termo "bank" no nome, o Atualbank não possui autorização do Banco Central para operar como instituição financeira, sendo envolvido em operações suspeitas e possivelmente fraudulentas, incluindo o uso de "laranjas" e um ex-condenado por estelionato. A operação é complexa, com indícios de que o Atualbank tenha prometido linhas de financiamento internacionais que não se concretizaram, prejudicando empresas em São Paulo. O suposto título do Tesouro Nacional, uma Letra de Crédito de Série Z inexistente, foi registrado na Junta Comercial de São Paulo, o que aumentou a suspeita de fraude.

Além disso, Neto foi beneficiário de uma procuração assinada por Dirceu em 2018, que lhe conferia amplos poderes para atuar em nome do ex-ministro em diversas repartições públicas e órgãos governamentais, como Congresso e Ministério da Justiça. Tal procuração vigorou até 2023, quando Dirceu a anulou sob a alegação de que Neto estaria utilizando seu nome indevidamente. Neto se autodenominava “amigo” e “filho de criação” de Dirceu, refletindo a confiança que tinha com o ex-ministro.

A relação entre Dirceu e Neto, somada ao histórico de condenações de figuras envolvidas, adiciona tensão ao caso, sugerindo a possibilidade de que a estrutura partidária possa ter sido usada para facilitar o esquema. A continuidade da investigação pela PF é crucial para esclarecer se as atividades do Atualbank contam com apoio de alto escalão ou se Neto agiu independentemente em suas operações empresariais.

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