
A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito sobre o assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, mortos no Vale do Javari em junho de 2022. O traficante Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como "Colômbia", foi identificado como o mandante dos crimes. De acordo com as investigações, a ordem de execução foi motivada pelo trabalho de Bruno contra a pesca ilegal e atividades de tráfico na região. Colômbia forneceu munições e monitorou a movimentação do barco usado pelos dois, em uma tentativa de intimidar e neutralizar a resistência aos crimes ambientais.
Dom Phillips, colaborador do jornal britânico The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Funai e defensor dos direitos indígenas, eram conhecidos por suas atuações contra a pesca e a caça ilegais. A atuação de Bruno, em particular, buscava proteger territórios indígenas e o meio ambiente, o que ameaçava os interesses de grupos criminosos.
As mortes destacam as ameaças enfrentadas por ambientalistas e defensores dos direitos humanos na Amazônia. A conclusão da PF ressalta a importância de fortalecer as políticas de proteção ambiental e segurança na região, principalmente para aqueles que denunciam atividades criminosas e trabalham com comunidades vulneráveis.
A investigação segue para a Justiça Federal, onde Colômbia poderá ser julgado e, se condenado, enfrentar uma sentença por crimes de homicídio qualificado, com penas que podem ultrapassar 30 anos. A conclusão do inquérito traz atenção renovada para a proteção dos povos indígenas e ativistas no Brasil, diante da violência e impunidade que ainda cercam a região amazônica.
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