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Fraude bancária digital: golpistas levam sete minutos para transferir e sacar dinheiro de vítimas

Apesar dos alertas, 70% dos clientes do Nubank caem em fraudes; banco e Febraban buscam medidas para frear o avanço das ações criminosas, que afetam todas as idades e classes sociais

03/11/2024 às 08h11
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Criminosos levam, em média, sete minutos para transferir o dinheiro de golpes para uma conta de laranja e realizar o saque. Mesmo com alertas, 70% dos clientes do Nubank ainda caem em fraudes, conforme dados do departamento de combate a fraudes do banco. A informação foi divulgada por Fabíola Marchiori, vice-presidente de engenharia e gerente geral de combate a fraudes da instituição, em evento sobre finanças promovido pelo Mobile Time.

Marchiori explicou que o Nubank possui mecanismos para atrasar transações suspeitas, com suspensões que podem durar de três horas até o dia seguinte. Esses recursos buscam conter a ação dos criminosos e oferecer tempo para identificar possíveis fraudes. A executiva considera que os golpes representam um problema de segurança pública, afetando pessoas de todas as idades e classes sociais.

Um dos métodos mais comuns usados pelos golpistas é a engenharia social, que consiste em técnicas de manipulação para convencer as vítimas a cooperarem. Esse tipo de abordagem é apontado por Marchiori como um fator chave no sucesso das fraudes, pois explora a confiança das pessoas para obter acesso a suas contas e informações.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) observa que os golpistas movimentam o dinheiro das vítimas entre várias contas em um curto período, o que dificulta o rastreamento. Diante disso, a entidade defende a ampliação do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, permitindo o bloqueio dos valores em mais etapas, mesmo que o dinheiro seja transferido para outras contas.

No entanto, o problema persiste nos casos de saque em dinheiro, que são irreversíveis após a retirada. Além disso, surgem novos golpes como o “Pix errado”, no qual o criminoso faz um Pix para a vítima, solicita a devolução alegando engano e, em seguida, usa o MED para retirar o dinheiro devolvido da conta da vítima, aumentando ainda mais os desafios no combate a fraudes.

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