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Política CONEXÃO PERIGOSA

Boulos e o voto criminoso: Quem está realmente ao lado da lei?

As urnas revelam o alinhamento perigoso entre Boulos, o Psol e o crime organizado

29/10/2024 às 17h50
Por: Douglas Ferreira
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Guilherme Boulos o campeão de votos em presídios paulistanos no primeiro e segundo turnos - Foto: Reprodução
Guilherme Boulos o campeão de votos em presídios paulistanos no primeiro e segundo turnos - Foto: Reprodução

No primeiro turno das eleições para a prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi o campeão de votos em presídios. Em algumas unidades, a votação foi até unânime. Agora, outro dado alarmante surge: no segundo turno, Boulos foi novamente o preferido dos criminosos encarcerados, recebendo 72% dos votos. Esse fato dá ainda mais peso à denúncia do governador Tarcísio Gomes de Freitas sobre a possível influência do PCC na eleição.

Após a derrota esmagadora do candidato, conhecido por liderar movimentos de invasão de propriedades, a esquerda tenta explicar o fracasso nas urnas. Um dos pontos-chave é a entrevista de Tarcísio, em que ele alertava a sociedade sobre um suposto “salve” do PCC, orientando os presos a votarem em Boulos. A conexão é clara: o crime vota no crime, ou em quem defende suas pautas e interesses. Mas o que está por trás disso?

Não é segredo que o PSOL, partido de Boulos, tem uma agenda que inclui a defesa de políticas como as “saidinhas” (liberação temporária de presos), o desencarceramento em massa e a legalização das drogas, com ênfase na maconha. O próprio Boulos, em diversas ocasiões, já se posicionou a favor dessas bandeiras. Vídeos antigos que mostram essas defesas voltaram a circular amplamente, reforçando a imagem de que o candidato está alinhado com propostas que beneficiam a criminalidade.

Nesse cenário, o alerta de Tarcísio, feito com base em interceptações telefônicas, parece justificado. Se há, de fato, um “salve” do PCC, a sociedade tem o direito de ser informada. A entrevista do governador causou desconforto, principalmente entre a esquerda, que tenta desqualificar a denúncia, alegando "crime eleitoral". Mas a pergunta persiste: se o PSOL e Boulos defendem abertamente políticas que beneficiam o crime, por que o alerta de Tarcísio seria problemático?

A verdade é que os eleitores paulistas conseguiram evitar que um partido e um candidato com vínculos perigosos assumissem a prefeitura mais importante do hemisfério Sul. A vitória de Ricardo Nunes, que obteve apenas 20% dos votos entre os presidiários, reflete uma resistência da sociedade a esse tipo de alinhamento.

A votação nos presídios: o detalhe revelador

Os resultados dos presídios foram contundentes. Boulos dominou em quase todas as unidades prisionais, com destaque para o presídio Pinheiro 4, onde obteve 100% dos votos. Já Nunes, que foi o mais votado apenas no presídio Rogério Gomes, local onde cumprem pena policiais condenados, conseguiu apenas 32 a 3.

Esses números não só calaram os críticos de Tarcísio, que o acusaram de exagerar ao revelar as conversas do PCC, como também expuseram a fragilidade moral de quem defende candidatos e partidos alinhados com facções criminosas.

Conclusão: o crime organizado nas urnas?

Os fatos falam por si: a conexão entre Boulos e o crime organizado não pode mais ser ignorada. A votação em massa nos presídios é um sinal claro de quem está realmente ao lado do crime. E enquanto a esquerda tenta minimizar o impacto dessas revelações, a população paulistana já deu seu veredito, rejeitando nas urnas quem poderia, conscientemente ou não, estar defendendo interesses sombrios.

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